segunda-feira, 4 de julho de 2011

Viagem a Igaraçu do Tietê

Playground do hotel
Redes para descanso
No feriado de Corpus Christi fomos para Igaraçu do Tietê. Ficamos num hotel bem interessante: Panorama Park Hotel(http://www.panoramaparkhotel.com.br/). Apesar de suas instalações meio antigas (os quartos/chalés estão precisando de uma reforminha), o lugar é bem agradável. A roupa de banho e de cama impecavelmente limpa e cheirosa. Piscina aquecida e limpa, quadra (pouco conservada), mirante para uma prainha do Rio Tietê e outro para uma gruta, playground (bem conservado) para as crianças, uma família de corujas e redes para um bom descanso.

Família de corujas
Mas o que tem de melhor nesse hotel é a comida. O café-da-manhã, apesar de caprichado, é padrão. Mas o elogio fica para o jantar: é o que tem de melhor. Comida caseira, com tempero do interior e diversas opções de pratos quentes e de sobremesa. Destaque para as sopas: a de feijão é fantástica.
Gruta de Nossa Senhora de Lourdes
Além do hotel ter sido uma agradável surpresa, aquela região é muito bonita. Foi possível caminhar até a Gruta de Nossa Senhora de Lourdes, que é bem conservada. E também andamos até a prainha do Rio Tietê. A prefeitura está fazendo uma boa reforma e, depois de concluída, vai ficar excelente. Havia algumas pessoas nadando no Tietê e a água parecia limpa, pelo menos não havia garrafas pets ou saquinhos de salgadinho boiando, mas não tive coragem de deixar os meninos entrarem. O único senão: os carros dos moradores que frenquentam a prainha a noite. Música alta que conseguia chegar até o hotel. Me senti em plena Praia Grande. Uma pena...

Gruta Nossa Senhora de Lourdes

Angelo na prainha do Rio Tietê

Entrada da eclusa
Eclusa
O legal foi o passeio a Eclusa do Rio Tietê. O passeio é lindo e vale a pena. Pena que a comida do barco foi horrível. Pagamos R$ 70,00 (crianças pagam meia e idosos pagam inteira) para sermos servidos de qualquer jeito. A comida é literalmente jogada no prato. Minha sensação é que estávamos num treinamento da Marinha. A comida (salada de maionese, arroz e peixe frito) estava fria e sem sabor e as bebidas a parte. Realmente vale a pena pagar o passeio sem a refeição que sai por R$ 50,00.
Mas o passeio é lindo. Passamos por vários lugares em que ainda há mata, a água é limpa e não tem cheiro forte e a Eclusa é emocionante. O Daniel até chorou de medo, mas logo percebeu que não havia perigo. O guia do passeio também foi ótimo, divertiu a turma e deu informações interessantes a cada pedaço do rio.

Barco San Marino

Almoço no San Marino: comida sem sabor e jogada no prato


Dani com medo, mas logo curtiu

Régua da eclusa
Um verdadeiro elevador hidráulico
Jaú
E por fim fomos para Jaú, cidade em que meu pai nasceu e que eu já falei um pouco. Lá, além de visitar família (viva e também a enterrada), visitamos o bairro onde meu pai viveu, os meninos foram no estádio do XV de Jaú e compramos sapatos femininos. Vale realmente muito a pena. Fuja do shopping, onde estão os melhores sapatos, mas também os mais caros. Vá nas pequenas lojas da cidade, os preços saem mais em conta.

Meu pai com o Matheus e o Dani no XV

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Uma sensação estranha

Sexta-feira toda em casa com meus filhotes. Mas estou com o peito apertado. O coração esta apertado, uma certa irritação, uma vontade de silencio. Acho que êh normal.

Um dia de férias

Como sou bastante atrapalhada, só percebi na quarta-feira, que meus filhos não teriam aula hoje, afinal é o 1o. dia de julho, mês de férias. Além disso, a senhora que me ajuda aqui em casa pediu demissão ontem porque na segunda-feira mudará para Recife. A saída foi dar WO no trabalho (devidamente informado sobre os motivos da minha ausência).
Então hoje estou aqui, curtindo um dia de férias. O Daniel ainda está dormindo na minha cama (9h24 da manhã), o Matheus está assistindo Turma da Mônica e eu ainda de pijama (delícia). Agora vou começar a me mexer para ir ao mercado (sempre tem o mercado...) e depois vou levá-los ao cinema.
Acho que toda família deveria ter esse direito, pelo menos uma vez a cada seis meses: faltar em pleno dia útil para curtir a saúde. Já perceberam que a gente só pode se dedicar a família quando tem alguém doente? É por isso que nossa sociedade vive doente. A doença é sempre a melhor desculpa para tudo.
Mas preciso confessar que esse estado de conforto é só da boca para fora. Acordei às 6h30 de manhã pensando em todos os projetos da empresa, consciência pesada. Sabe como é?
Aí me viera as palavras do Ciro: "Como ficará a Sch... sem a Kátia?" Será a mesma empresa, com os mesmos problemas e mesmas soluções. Então sou totalmente dispensável, não sou??? Liberdade então, pelo menos, nessa sexta-feira.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Uma história triste

Quero contar essa história aqui para que ela não se perca. Gostaria que meus netos um dia pudessem ouvi-la para saber que a tataravó deles foi uma lutadora qe ue mesmo vivendo três lutos foi uma pessoa tão boa.

Essa história se passa em Jaú, interior de São Paulo. Tenho poucos detalhes, mas a história como um todo ouvi esse final de semana e espero lembrar de tudo. Meu tio Fernando era o filho caçula da minha avó paterna: eram o Tio Cláudio, a Tia Mirtes, a Tia Mercedes, meu pai Laude e o Fernando. Minha avó Angelina nunca havia comemorado nenhum aniversário dos filhos, mas o meu tio Fernando pediu uma festinha para comemorar seus quatro aninhos de vida. Tanto pediu que minha avó cedeu e fez um bolo para ele cantar o parabéns com seus amigos.
Após o parabéns, o Fernando começou a reclamar de dor de cabeça e foi deitar, depois acordou vomitando e não parou mais de passar mal. A doença foi diagnostivada como leucemia e minha avó precisou interná-lo na Santa Casa de Misericórdia de S. Paulo. Durante aproximadamente 5 meses, ele ficou internado e ela fazia viagens de trem para visitá-lo. Como ela estava grávida, o bebê nasceu em S. Paulo e foi batizado de Eduardo.
Depois de tentarem a recuperação com parcos recursos daquela época, os médicos disseram que realmente não havia cura e que o Fernando poderia voltar para casa. Minha avó foi buscá-lo e trouxe embrulhado num cobertor dentro do trem, tão magrinho que ele estava. Dizem que ele pedia para não morrer, mas ninguém podia fazer nada. Ele veio a falecer em casa mesmo. Só essa parte da história já me deixaria muito triste, porque só quem tem filhos sabe a dor de deixar um caçula no hospital sozinho, visitá-lo e só vê-lo por um vidro e ainda trazê-lo para morrer em casa.
Mas havia o Eduardo, bebezinho que nessa confusão toda, tinha pouca atenção da mãe, mas muito amor e estava sendo criado pelos irmãos como era muito comum naquela época.
Após a morte do Fernando, o Eduardo estava brincando num dia chuvoso dentro de casa. Sem que ninguém percebesse ele saiu e sumiu, desapareceu. Ele tinha uns dois anos. Ninguém sabe se ele caiu no rio que tem lá em Jaú e que fica pertinho da casa deles ou se os "ciganos" o levaram embora. Dizem que havia pegadas de criança na areia do rio, mas o corpo nunca foi achado.
Minha avó dizia que essa perda foi ainda pior, porque o corpo do primeiro ela enterrrou, mas do segundo ela nunca achou e sempre ficou no seu coração o medo de ele estar passando fome e frio. Deus... como essa mãe deve ter sentido culpa, sofrimento, dor e desespero!!! Como esses irmãos devem ter sofrido... Mas ela nunca deixou de acreditar em Deus.
No entanto, ainda havia mais um episódio para acontecer, a morte do meu avô Salvador que era "taxista". Ele morreu de cancer. E a vida que já era dura, eles viviam de vender verdura pelas casas e moravam numa casa de madeira, ficou ainda pior.
Minha avó juntou os filhos (o mais velho com cerca de 20 anos e o mais novo com 9 anos) e veio para S. Paulo. Para o meu pai, essa mudança foi péssima. Menino que vivia na rua brincando, veio morar na casa dos tios e trabalhar no escritório de despachante. Aprender a andar sozinho em S. Paulo enquanto minha avó trabalhava duro para tentar se manter.
Bom... era essa parte que eu queria registrar. Sei que estão faltando várias partes, mas sinto uma força tão grande ao pensar na minha avó, no seu sofrimento, na sua capacidade de superação que minha vida e meus problemas ficam minúsculos. Quando eu a conheci, ela já era uma "avó", gordinha e com cheiro de avó. Sempre com uma palavra sábia.. Claro que tinha seus defeitos, mas as suas qualidades falavam mais alto.
Rio Jaú hoje.
Pena que enquanto ela esteve por perto, não pude dizer tudo isso a ela. Mas sei que espiritualmente ela está recebendo as minhas vibrações de agradecimento por tudo que ela fez por nós. Uma grande mulher que nos ensinou muito: aos filhos, filhas, noras e genros, netas e netos.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Véspera de feriado

Primeiro, preciso pedir desculpas por algum erro. Estou no IPad e ainda não me habituei com esse jeito de não acentuar nada e confiar nas opções.
Bom, mas falando no que interessa: hoje êh véspera de feriado. Serão 4 dias seguidos com a familia e vamos viajar para Barra Bonita e para Jau, a terra do meu pai. Faz algum tempo que não temos feriado, então estava ansiosa por esse. Mas ao mesmo tempo sei que quatro dias êh bem propicio para brigas familiares.
Como hoje no Centro tanto a Nice quanto o Ciro falaram do poder da oração, aí vai a minha.
Meus mentores protetores, estejam com a minha familia durante todo o final de semana. Protege-nos das brigas e picuinhas pueris. Fortaleçam os nossos espíritos, permitindo que tenhamos muita piedade, caridade e fraternidade entre nos. Que possamos lembrar no futuro desse passeio com boas recordações e excelentes historias. Maezinha de Nazaré, cubra-nos com seu manto, dulcificando nossos pensamentos e apaziguando nossos sentimentos. E por fim, Pai todo poderoso, nos proteja também fisicamente!
Que seja feita a vossa vontade e nos ajude a entender que nem sempre o que queremos êh o melhor para nos mesmos!
Graças a Deus.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Agora vai!

Ufa, ate que enfim consegui que o iPad interagisse com o blog.

Prima Ana Luiza

Esqueci de apresentar a prima Ana Luiza, filhotinha da Vivi. Ela está cada dia mais bonita e esperta. Bem durinha mesmo. O Daniel dá uns gritos de brincadeira e ela faz biquinho!!! Tão bonitinha.