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sexta-feira, 27 de maio de 2016

Fases da Vida




Quando corro, passo por um processo parecido com o que acontece na meditação. Nos primeiros quilômetros, os pensamentos estão confusos, o corpo reclamando e a mente gritando para parar imediatamente e fazer algo mais intelectualmente aceitável. São quase 4 quilômetros de briga.

Descrevendo esse processo:
1o. k - aquecendo o corpo e provando que aquelas dorzinhas são passageiras;
2o. k - domando a respiração que ainda está irregular;
3o. k - domando os pensamentos que estão confusos e a mente gritando que preferiria estar numa biblioteca ou museu;
4o. k - domando os batimentos cardíacos que aceleram muito na subida e baixam muito no terreno plano.

Após esse período, começo a dominar a mim mesma e então o prazer começa. Por isso, tenho buscado corridas mais longas. Elas são muito mais prazerosas. Pensa comigo: se eu corro 5k, passei praticamente 90% do meu tempo no sofrimento. Se são 10k, fico mais com mais de 50% na curtição e assim vai. Então... bora correr a Meia Maratona, entendeu?

Nesses momentos de meditação resolvo mil problemas do trabalho: tomo resoluções coerentes, reconheço erros que cometi, percebo onde estão os problemas e como resolvê-los. Isso acontece basicamente quando corro após o trabalho. No final de semana, que já estou mais desconectada do trabalho, filosofo... e muito.

40 anos: a década da infelicidade
Ontem pensei bastante em um texto que li sobre a idade da infelicidade. Segundo esse estudo publicado pela ONS, na sociedade moderna o pico de tristeza acontece entre os 40 e os 59 anos. Nessa fase, existem pressões muito significativas como:

- no trabalho precisamos fazer entregas com mais acertos devido a experiência e ao mesmo tempo mostrar que temos a mesma energia dos profissionais mais mais jovens;
- em casa precisamos cuidar dos filhos e tomar decisões que serão extremamente relevantes para o futuro da prole;
- na vida conjugal precisamos dar conta da parte sexual com afinco para não abrir brechas para concorrentes ao mesmo tempo que precisamos dar atenção a parte prática e rotineira da relação;
- na saúde começam a aparecer os primeiros sinais claros da velhice;
- na vida doméstica, é preciso assumir de fato o controle das atividades do dia-a-dia.


Fiquei com essas informações chacoalhando no meu cérebro enquanto corria, já que estou com 43 anos. Fiz uma conexão com a conhecida  Idade da Loba - que começa aos 40 anos - e pensei nos meus amigos e, principalmente, nas minhas amigas.


Realmente existem muitos casos de Depressão e Síndrome do Pânico que começam por volta dos 40 anos. Também encontrei vários casos de separações, suicídios reais ou simbólicos em conhecidos que estavam entre 40 e 59 anos. É como se nos déssemos conta de que vivemos 50% dos nossos anos de vida e que agora precisamos aproveitar a outra metade.

Quando 50% já foi feito
A partir desse ponto passei a fazer uma contrapartida com a corrida. Não me considero infeliz e também não reconheço em mim traços de Depressão. Mas confesso, na beira dos 40 anos tive vontade de jogar tudo para o alto e mudar minha vida 100%. Não encontrava prazer no casamento, nos filhos, na minha casa e tampouco no trabalho.


Mas quase 2 anos após essa fase meio cinza voltei a me apaixonar. Engraçado que uma coisa passou a puxar a outra. No trabalho eu não via muitas possibilidades de mudança. Apesar de adorar as minhas atividades, eu não via muito movimento, muita inovação. Mas como acreditava muito na empresa, resolvi fazer minhas atividades com afinco e não dar muito espaço para decepções, mesmo considerando que eu merecia mais reconhecimento por tudo aquilo que eu estava entregando.

No meu casamento, as coisas ESTAVAM. Isso mesmo... estavam... O amor estava, a relação sexual estava, as conversas estavam. Estavam do jeito que deveriam estar... traduzindo ESTAVAM MORNAS.

Com os meus filhos, a vida também tinha deixado de ser caótica. Eles já não eram bebês, já tinham independência e já me davam parte do tempo livre que eu queria muito.


Com a ajuda da minha irmã e da amiga Edilene resolvi correr. E a partir desse desafio, as coisas começaram a mudar. Em primeiro lugar, mudei meu corpo, eliminando 12k, muitas celulites e roupas de número 44. Só aí, minha auto-estima já melhorou em muito. Para o casamento, procurei ajuda na Doutrina Espírita - que mesmo sempre seguindo - estava meio distante. Para os filhos, a mudança de escola e de rotinas. Eles ficavam no integral e reclamavam muito da comida, da rotina, das professoras etc. Agora cada um estuda num período e ficam em casa o restante do tempo.


Mesmo não tendo o poder de sozinha alterar o rumo da empresa, as coisas começaram a mudar. E todo o meu esforço para me manter ativa e entregando valeu a pena. Tenho sido reconhecida e recebendo muitos desafios que me fortalecem a cada dia.


A Prova dos 40
Minha conclusão dessa filosofia de corrida, é que realmente nos 40 anos precisamos fazer uma reavaliação da nossa trajetória. Se não fizermos isso ativamente, a vida exigirá essa parada. E se não estivermos preparados, poderemos ter Depressão ou cometer suicídios, simbólicos ou real.


É preciso buscar ajuda nessa fase. Resolver tantas coisas sozinha não dá muito certo. Nosso cérebro costuma seguir a mesma maneira que aprendemos para resolver nossos dilemas. E a forma como aprendemos até completar 40 anos pode não servir mais. Com ajuda profissional, vamos enxergando com mais clareza isso. No meu caso, tive o apoio de uma Coaching - que apesar de focar no trabalho - me ajudou muito a visualizar padrões que sigo e que já não me servem mais.


Também vi alternativas na Doutrina Espírita que apresenta uma visão de que tudo tem um porquê e - além disso - temos o nosso livre-arbítrio para mudarmos o que nos incomoda. No entanto, o plantio é livre, mas a colheita é obrigatória. Isso significa que jogar um casamento feliz fora, pode ser um suicídio simbólico e a colheita será feita... cedo ou tarde.

Percebi então que os suicídios simbólicos também são terríveis. Podemos suicidar os nossos verdadeiros sonhos, podemos suicidar as nossas verdadeiras crenças e valores. E depois que cometemos o suicídio não dá para voltar atrás.



E para dar continuidade às mudanças nos 40 anos, a partir desse momento vou reformar a minha casa. Odeio esse tipo de tarefa, mas é preciso. Meus filhos estão grandes, começando uma nova fase e a casa não pode ser mais para bebês. Não posso viver mais no improviso. Agora a casa precisa me servir e não eu a ela. Sei que será uma fase terrível já que o Angelo e eu não concordamos com nada, mas será de um enorme aprendizado.




Um bom tema para um próximo bate-papo.



segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Outubro: mês muito mais rosa

Como já falei em outros posts, completei agora em outubro, 1 ano de corridas de rua. Depois de ter ficado parada por uma lesão na panturrila, por quase 30 dias, voltei em outubro com tudo. Foram quatro domingos com corridas de rua: uma com 5k, outra com 6k e ainda outras duas com 10k. Foram 3 com inscrição e 1 como pipoca. Meu objetivo era fazer 10K no aniversário de 1 ano de corrida. E eu consegui!!! Isso me deixa muito orgulhosa comigo mesma.

Agora me pergunto "como me sinto com essa maratona?" Realizada!!!
Foi um mês cansativo, de muito trabalho e estresse. Mas a corrida tem me ajudado a me manter focada e um pouco mais equilibrada. Tem feito muito bem para o  meu corpo e também para a auto-estima. Toda mulher vai me entender: é muito bom poder usar a roupa que quiser sem parecer vulgar. Eu realmente adoro estar magra.

No entanto, para a família, ter corrida todo final de semana não é legal. Eles acabam ficando presos em São Paulo por minha causa. Também acabo evitando de ir ao parque no sábado para não cair na tentação de correr em véspera de corrida. Aí no domingo, estou cansada e acabamos ficando em casa.

Por isso, acho que o equilíbrio será ter no máximo 2 corridas por mês, mas a tentação de me inscrever acaba sendo tão grande, principalmente quando os amigos começam a postar que irão. A academia no último mês tem me ajudado com o fortalecimento. Realmente não dá para ficar sem. Nas duas últimas semanas, treinei todos os dias. E isso é bom também. Porque dá para correr e fazer fortalecimento em dias alternados.

Bom... nesses 12 meses acho que consegui ter uma amostra legal de como é ter excesso de treino, excesso de corrida, ficar parada, cobranças do corpo e da família. Aos poucos vou buscando o equilíbrio. Imagino que - assim como a dieta - a corrida não pode ser exagerada. Ninguém - apenas modelos e atletas - conseguem manter uma vida tão rígida por tanto tempo. Como não sou nenhum e nem outro, o equilíbrio será a palavra chave para mim em 2016.


quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Viagem para Balneário Camburiú

Aguardando o vôo
Esse foi o primeiro ano que tiramos férias sem a presença do Angelo, que está num trabalho novo. Então as opções precisavam ser perto de São Paulo, já que duas crianças e apenas um adulto dentro de um avião com um vôo de mais de 2 horas seria um pesadelo. Então entre Porto Seguro e Balneário Camburiú, escolhi a segunda opção. Fazia mais de 15 anos que tinha ido a passeio para essas bandas.

No avião com meu gatinho
Viajamos no domingo para um pacote de 5 dias, sendo um deles com direito ao Parque Beto Carreiro World. O embarque e o vôo de ida foram tranquilos e o transfer para o hotel também. Ficamos no Hotel D'Sintra, na Avenida Atlântica, na praia central de Camburiú. Os meninos adoraram o hotel que - além de duas piscinas ao ar livre, tem mais uma climatizada.

O hotel tem excelente localização, o que ajuda muito para quem está com duas crianças e sem carro. Aproveitamos o primeiro dia para desfrutar do hotel e da praia de Balneário Camburiú. Fiquei impressionada com a quantidade de barraquinhas de milho verde e de churros.
Também assustei com a quantidade de pessoas na praia. Minha impressão é que estava no Guarujá e pensei que por ser domingo, a praia estaria mais vazia no dia seguinte. Doce ilusão. A lotação máxima se repetiria por todos os dias seguintes e em qualquer parte.

Beto Carreiro
Na segunda-feira foi dia de Beto Carreiro. Acordamos cedo e às 8h00 já estávamos no ônibus. Depois de uma hora e meia de estrada (havia um acidente), chegamos no Beto Carreiro e encontramos filas, filas e filas... assim seria o nosso dia: a menor fila era em torno de 1h30 de espera. Além de um calor beirando os 40 graus.

O Parque é muito bom e tem uma estrutura que bate forte no Hopi Hari que é em S. Paulo. Os banheiros, os restaurantes, as lanchonetes... tudo muito bom. Também tem brinquedos para todas as idades, que agrada a toda a família. E isso pode ser um problema para quem tem que atender uma criança de 6 anos e outra de 10.

No entanto, as filas são desprotegidas do sol, fazendo com que as crianças fiquem muito cansadas e irritadas. Imagino que um lugar voltado para esse público deveria se preocupar mais com esses "detalhes sofríveis". Cheguei a pegar fila e desistir, porque o Daniel começou a ranhetar.

No primeiro momento, fomos para a área das crianças menores. Lá tem a parte dos Piratas que é muito legal. E eu consegui ir no Barco Viking. Muito bom. Depois corremos para assisir a principal atração!!!!

Das poucas atrações que conseguimos ir a mais legal, sem dúvida, foi o show do Velozes e Furiosos. Só esse show valeu o ingresso. Os meninos amaram. Depois fomos no Tchibum, mesmo com 2 horas de fila, o banho de água fria valeu. Conseguimos assistir ao Show do Beto Carreiro, que mesmo sendo bem montado, é meio chatinho.


Passeio ao UniPraias


Dentro do Bondidinho
Na terça-feira acordamos um pouco mais tarde, aproveitamos bem o café-da-manhã no hotel e fomos para o UniPraias. A guia da CVC havia orientado pegar o ônibus para turista Bondidinho. Um tipo de jardineira puxada por um caminhão. Achei o valor de R$ 4,00, inclusive para as crianças, bem caro para o pouco conforto oferecido pelo transporte. Além disso, a parte traseira - antes da catraca - é reservada para idosos mesmo quando as cadeiras estão vazias. O trânsito do balneário está pior do que o de S. Paulo, então um trajeto de apenas 5 quilômetros demora quase 1 hora.

Ao chegar no teleférico, pegamos uma fila de mais uns 40 minutos para enfim embarcar. O teleférico é fantástico. São 6 lugares, num bondinho fechado, super seguro e com uma vista fantástica. Resolvemos parar em cima da montanha e foi uma excelente escolha. A paisagem é linda e a atração Youyoo (uma montanha russa por inércia) é imperdível. Fui com os dois meninos e eles adoraram.
Depois embarcamos para a segunda parada, que é a Praia de Laranjeiras. Muito linda, mas.... lotada.

 

Passamos o dia lá, que tem uma praia deliciosa e sem ondas. Quando o tempo começou a fechar, resolvemos voltar... Mas já era tarde: havia uma fila de 1h30 e quando vencemos essa multidão... o teleférico fechou devido a tempestade que iria chegar. Acabamos voltando de ônibus. Mas foi divertido.

No dia seguinte fui cumprir a minha parte do prometido: andar de bike de manhã e de scooter (patinete elétrico) a tarde. A ciclovia de Balneário Camburiú é muito boa e a diversão foi completa. A noite - como eu havia cumprido o meu combinado - eles toparam jantar no bar da Heineken. Só eu bebi chopp, claro, mas eles gostaram do lugar e da comida.

Quinta-feira foi o dia do retorno. Os meninos já estavam cansados e nem quiseram sair do quarto. Eu acordei e fui correr um pouco na ciclovia. Aproveitei para conhecer o Pontal Norte de Camburíú, que é lindo. Na volta ainda tivemos tempo de um banho de piscina e fechamos a conta do hotel. Fomos almoçar já com o check in feito. Às 15h00 nosso ônibus chegou. Percorremos Balneário até 17h00 e... enfim fomos para o aeroporto. Mesmo com a greve dos aeroviários na parte da manhã, conseguimos embarcar no horário certo. E para nossa alegria, o Angelo estava em Congonhas quando chegamos.

Nossas férias foram excelentes, mas sinceramente... não volto para Santa Catarina em janeiro. Foram as férias com mais filas em toda a minha vida.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Discurso do Papa Francisco para a Curia Romana

Abaixo a transcrição do Discurso do Papa Francisco e que me foi passada pelo meu amigo Vinícius Oshiro. Gostei muito e quero manter esse texto a minha disposição para poder ler sempre. Assim posso avaliar se eu ou minha família sofre de uma ou mais doenças citadas por ele.
 
O Papa menciona que a Igreja deve procurar ser mais séria, viva, mais sadia, mais harmoniosa e mais unida. É um corpo vivo. E que, como todo corpo, como todo corpo humano, está exposta também às doenças, ao mau funcionamento, à enfermidade. Ele mencionou algumas destas prováveis doenças. São elas:


A doença do sentir-se “imortal”, “imune” ou até mesmo “indispensável”. Uma organização que não faz autocrítica, que não se atualiza, que não procura melhorar é um corpo enfermo. Uma visita ordinária aos cemitérios poderia ajudar-nos a ver os nomes de tantas pessoas, algumas das quais pensassem talvez que eram imortais, imunes e indispensáveis! É a doença dos insensatos que se sentem superiores a todos e não a serviço de todos. Deriva da patologia do poder, do “complexo dos Eleitos”, do narcisismo que fixa apaixonadamente a sua imagem e não vê a imagem do outro, principalmente dos que precisam de apoio. 
A doença do “martalismo” (que vem de Marta), da excessiva operosidade: ou seja, daqueles que mergulham no trabalho, descuidando, inevitavelmente, da saúde, das pessoas queridas, etc, Descuidar do descanso necessário leva ao estresse e à agitação. O tempo do descanso, para quem levou a termo a sua missão, é necessário, obrigatório e deve ser lavado a sério: no passar um pouco de tempo com os familiares e no respeitar as férias como momentos de recarga espiritual e física.
A doença do “empedernimento” mental e espiritual, ou seja, daqueles que possuem um coração de pedra, daqueles que, com o passar do tempo, perdem a serenidade interior, a vivacidade a audácia e escondem-se atrás das folhas de papel, tornando-se “máquinas de práticas” e não “homens”. É perigoso perder a sensibilidade humana necessária que nos faz chorar com os que choram e alegrar-se com os que se alegram! A importância de sentimentos de humildade e de doação, de desapego e de generosidade.
A doença do planejamento excessivo e do funcionalismo. Quando se planeja tudo minuciosamente e pensa que, fazendo um perfeito planejamento, as coisas efetivamente progridem, tornando-se, assim, um contador ou um comercialista. Preparar tudo bem é necessário, mas sem jamais cair na tentação de querer pilotar a liberdade superior, que é sempre maior, mais generosa do que todo planejamento humano. Cai-se nesta doença porque «é sempre mais fácil e cômodo adaptar-se às suas posições estáticas e imutadas.
A doença da má coordenação. Quando os membros perdem a comunhão entre si e o corpo perde a sua funcionalidade harmoniosa e a sua temperança, tornando-se uma orquestra que produz barulho, porque os seus membros não cooperam e não vivem o espírito de comunhão e de equipe.   
A doença do “alzheimer espiritual”: ou seja, o esquecimento da “história”. Trata-se de uma perda progressiva das faculdades que num intervalo de tempo causa graves deficiências à pessoa, tornando-a incapaz de exercer algumas atividades autônomas, vivendo num estado de absoluta dependência das suas visões e crenças, tantas vezes imaginárias. A doença daqueles que dependem completamente do seu presente, das suas paixões, caprichos e manias; naqueles que constroem em torno de si barreiras e hábitos, tornando-se, sempre escravos dos seus próprios ídolos.
A doença da rivalidade e da vanglória. Quando a aparência, as vestes e as insígnias de honra se tornam o objetivo primordial da vida.Cada qual tenha em vista não os seus próprios interesses , e sim os dos outros. É a doença que nos leva a ser homens e mulheres falsos, e a vivermos um falso “misticismo” e um falso “quietismo”. Porque se envaidecem de si mesmos e se sentem melhores que os demais.
A doença da esquizofrenia existencial. É a doença dos que vivem uma vida dupla, fruto da hipocrisia e do vazio espiritual que formaturas ou títulos acadêmicos não podem preencher. Uma doença que atinge frequentemente aquele que, abandonando o seu dom/propósito, se limitam aos afazeres burocráticos, perdendo, assim, o contato com a realidade, com as pessoas concretas. Criam, assim, um seu mundo paralelo, onde colocam à parte tudo o que ensinam severamente aos outros e começam a viver uma vida oculta e muitas vezes dissoluta em que não praticam o que defendem. Não são exemplos vivos.
A doença das fofocas, das murmurações e do mexerico. É uma doença grave, que começa simplesmente, por trocar palavras e se apoderar da pessoa, como “homicida a sangue frio” da fama dos seus colegas. É a doença das pessoas velhacas que, não tendo a coragem de falar diretamente, falam pelas costas. Evitem o terrorismo das maledicências!
A doença de divinizar os chefes: é a dos que cortejam os superiores, esperando obter a benevolência deles. São vítimas do carreirismo e do oportunismo. São pessoas que vivem o serviço, pensando exclusivamente no que devem obter e não no que devem dar. Pessoas mesquinhas, infelizes e inspiradas só pelo seu próprio egoísmo. Esta doença atinge também os superiores, quando cortejam alguns seus colaboradores para obter a sua submissão, lealdade e dependência psicológica.
A doença da indiferença para com os outros. Quando alguém pensa somente em si mesmo e perde a sinceridade e o calor das relações humanas. Quando o mais esperto não coloca o seu conhecimento a serviço dos colegas menos espertos. Quando se chega ao conhecimento de algo e o esconde para si, ao invés de compartilhar positivamente com os outros. Quando, por ciúme ou por astúcia, se sente alegria ao ver o outro cair, ao invés de erguê-lo e encorajá-lo.
A doença da cara funérea. Das pessoas grosseiras que pensam que, para ser sérias, é necessário assumir as feições de severidade e tratar os outros – principalmente os que consideram inferiores – com rigidez, dureza e arrogância. Na realidade, a severidade e o pessimismo são muitas vezes sintomas de medo e de insegurança. Devemos esforçar por sermos pessoas amáveis e serenas que transmitem alegria por toda parte. Que irradia e contagia todos os que estão à sua volta. Não percamos, portanto, o humor, que nos torna pessoas amáveis, mesmo nas situações difíceis.
A doença de acumular: o acúmulo de bens materiais, não por necessidade, mas só para sentir-se seguro. A acumulação só pesa e freia inexoravelmente o caminho! Observem em si, os sinais desta doença.
A doença dos círculos fechados onde pertencer ao “grupinho” se torna mais forte do que a pertença a Organização. Também esta doença começa sempre de boas intenções, mas com o passar do tempo, escraviza os membros, tornando-se um câncer que ameaça a harmonia do grupo. A autodestruição ou o “tiro amigo” dos camaradas é o perigo mais sorrateiro. É o mal que atinge a partir de dentro; todo o grupo dividido, contra si mesmo, será destruído.
A doença do proveito mundano, dos exibicionismos, quando se transforma o seu serviço em poder e o seu poder em mercadoria para obter dividendos humanos ou mais poder. A doença das pessoas que procuram insaciavelmente multiplicar poderes e, com esta finalidade, são capazes de caluniar, de difamar e de desacreditar os outros. Naturalmente para se exibirem e se demonstrarem mais capazes do que os outros. Também esta doença faz muito mal ao grupo porque leva as pessoas a justificar o uso de todo meio, contanto que atinja o seu objetivo, muitas vezes em nome da justiça e da transparência!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Presentes

O Papai Noel foi generoso com o Matheus

Natal em família

E o nosso  Natal teve a presença de uma amiga de corrida.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

A ausência

O engraçado é que até a ausência pode ter um ponto positivo. Explico melhor: o Angelo foi viajar no domigo, isso significa que perdemos um feriado de quatro dias em família. Com a vida corrida que temos, essas oportunidades são raras e é uma delícia ficar um dia da semana com as crianças sem ter horários e rotina. Mas o Angelo precisou viajar (para a França... nada mal, hein?) e nós ficamos.´
Poderia ficar aqui lamentado e relatando várias coisas sobre a sua ausência, mas esse não é o objetivo. O que eu quero dizer é que quando o Angelo viaja, os meninos aproveitam para dormir na minha cama. E é uma delícia ficar com eles no quentinho, contando histórias, rezando, conversando e depois ouvir a respiração dos meus meninos, durante aquele sono profundo.
E o melhor!!! Acordar (depois das 9h30) com o Daniel fazendo carinho no meu cabelo. Hoje tivemos que acordar cedo porque o feriadão acabou, mas o marido não chegou e até isso foi gostoso. Acordei os dois com muitos beijinhos e carinhos. Antes disso aproveitei para tirar essa foto. Não é linda?

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Dedo da Fê

Essa é a foto do dedo da Fê, ela estava lendo sobre o Óleo de Coco.

sábado, 31 de dezembro de 2011

Em casa

Que delícia acordar e não ter hora para as coisas. Que delícia acordar com os meus filhos ao meu lado me fazendo carinho e meu marido me abraçando. Que delícia sentir que meu casamento está de novo no topo da montanha, sabendo que sempre tem altos e baixos. O que eu quero de 2012? Apenas que seja um 2011 melhorado. 2011 foi um dos melhores anos da minha vida. Por que? Nada muito especial, por isso mesmo foi excelente. Nada mudou significativamente... apenas eu é que estou tentando mudar.

domingo, 27 de novembro de 2011

Quero ser como a minha mãe

Às vezes me pergunto como consigo ver um problema tão grande e conseguir ir resolvendo aos poucos até chegar na solução definitiva. Isso tanto com a minha casa, com o meu casamento, com os meus filhos e, principalmente, com o meu trabalho. Aí aparecem cenas na minha mente como respostas para essa pergunta.

Vejo minha mãe socorrendo meu primo na praia, quando ele caiu do muro e cortou os joelhos. Sozinhos na praia de Mongaguá, numa época em que aquilo era só mato, ela ficou calma, tomando a frente da situação. Deu banho, limpou o machucado, colocou roupas limpas e saiu a procura de um vizinho com carro para levar o menino até um pronto-socorro para suturar o enorme corte. Todo o desespero da minha tia e das crianças, incluindo eu, foi diminuindo até que todos já ríamos da situação.

Outra cena: a enchente em Florianópolis. Fomos acordados na noite de 23 de dezembro por vizinhos dizendo que os nossos carros estavam sendo levados pela enchente. Nesse momento, os homens entraram naquelas água para salvar o que dava. Eu e minha irmã entramos em desespero. Minha mãe, mesmo muito preocupada, propôs que rezássemos para nos acalmar. Tudo bem que nem todos entraram nessa sintonia de paz (o Angelo ficou 5 dias sem dar um sorriso), mas pelo menos o desespero passou.

Mais uma: tínhamos ganhado um enorme cachorro para levar para minha tia, que morava em Americana. O cão era tão enorme que com 6 meses já ocupava todo o espaço do porta-malas de uma van e chorava tanto que deixava todo mundo nervoso. E por estar nervoso fazia uns cocôs nervosos também. Minha mãe foi sentar no último banco para conseguir fazer carinho nele e o deixou calmo parar percorrer os mais de 150 quilômetros entre S. Paulo e essa cidade do interior.

Outras histórias vão aparecendo, mas por serem íntimas e levarem em conta as vidas de outras pessoas não posso contar aqui. É claro que ela já errou e erra muito, mas sou testemunha de quanto essa mulher tenta ajudar a todos. Por isso digo: se eu for igualzinha a minha mãe, tendo até os mesmos defeitos, serei muito feliz.

Minha mãe: eu te amo de verdade.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Meus filhos não são a minha vida

Eu em Lucerne, na Suiça
Quando o Matheus nasceu eu achei que não consegueria me separar dele, nem por minutos. Ao mesmo tempo sentia uma saudade muito intensa de mim mesma. Porque depois que o filho nasce e, principalmente nos primeiros meses quando se está amamentando, a gente não sabe muito bem onde começa a vida da gente e onde começa a dele. Tudo vira uma grande confusão.
Quando tive que começar a trabalhar, achei que não iria suportar a distância, mas ao mesmo tempo, não via a hora de me ver ao meu lado novamente. Lembro da sensação de tristeza quando deixei ele lá no berçário (já contei isso aqui) e a delícia de sentar e almoçar sem me preocupar com a hora do mamá.

Hoje essa sensação apareceu novamente. Aqui sozinha na Suiça!!! Esse sempre foi meu sonho: Europa e sozinha. Eu, meus pensamentos, meus livros, meus textos!!! Mas tem algo muito forte faltando: os meus filhos e meu marido. Quem lê pode pensar que nunca estou feliz. Mas isso não é verdade.
Uma das coisas que tenho aprendido com a Doutrina Espírita é que cada um é um indivíduo único, por mais redundante que isso pareça ser é a mais pura verdade!Tenho perfeita noção da importância do Angelo, do Matheus e do Dani na minha vida, mas preciso aprender a viver fisicamente longe deles. Isso porque logo eles irão querer ter a vida individual e eu vou ter que permitir sem cobranças. 
Hoje, Dia das Crianças eles estão sendo muito generosos comigo, não me obrigando abdicar do meu trabalho, do meu sonho por eles. 

No futuro, Deus me ampare para que eu não seja egoísta. Que eu saiba respeitar as distâncias saudáveis. Mesmo que seja a separação do desencarne. Que antes me parecia algo inaceitável.
Quando cheguei do treinamento, esse pensamento invadiu minha mente e eu decidi tirar a saudade triste de dentro de mim e fui jantar sozinha!!! O restaurante do hotel parece um pub e lá fui eu. Sentei com meu livro do Chico Xavier, pedi minha comida e minha cerveja. Toda dona de mim, curtindo cada minutinho. (Ah! eu jantei na segunda-feira sozinha num restaurante super charmoso e romântico, também na companhia do Chico Xavier e do André Luiz - risososo).
Rua do Hotel em que estou hospedada
Devo essa sensação de alegria aos meus filhos e ao meu marido. Afinal, eles também estão se sacrificando por mim. Se é assim, tenho que ficar feliz, não é?

Matheus e Daniel: amo vcs não pela obrigação de amar por ser mãe, mas por sentir desde já que vcs são seres humanos especiais, que vieram nessa vida a transformar o mundo para o bem. Espero ampará-los nessa jornada. Com a ajuda do amor do nosso maior mestre: Jesus Cristo.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Uma história triste

Quero contar essa história aqui para que ela não se perca. Gostaria que meus netos um dia pudessem ouvi-la para saber que a tataravó deles foi uma lutadora qe ue mesmo vivendo três lutos foi uma pessoa tão boa.

Essa história se passa em Jaú, interior de São Paulo. Tenho poucos detalhes, mas a história como um todo ouvi esse final de semana e espero lembrar de tudo. Meu tio Fernando era o filho caçula da minha avó paterna: eram o Tio Cláudio, a Tia Mirtes, a Tia Mercedes, meu pai Laude e o Fernando. Minha avó Angelina nunca havia comemorado nenhum aniversário dos filhos, mas o meu tio Fernando pediu uma festinha para comemorar seus quatro aninhos de vida. Tanto pediu que minha avó cedeu e fez um bolo para ele cantar o parabéns com seus amigos.
Após o parabéns, o Fernando começou a reclamar de dor de cabeça e foi deitar, depois acordou vomitando e não parou mais de passar mal. A doença foi diagnostivada como leucemia e minha avó precisou interná-lo na Santa Casa de Misericórdia de S. Paulo. Durante aproximadamente 5 meses, ele ficou internado e ela fazia viagens de trem para visitá-lo. Como ela estava grávida, o bebê nasceu em S. Paulo e foi batizado de Eduardo.
Depois de tentarem a recuperação com parcos recursos daquela época, os médicos disseram que realmente não havia cura e que o Fernando poderia voltar para casa. Minha avó foi buscá-lo e trouxe embrulhado num cobertor dentro do trem, tão magrinho que ele estava. Dizem que ele pedia para não morrer, mas ninguém podia fazer nada. Ele veio a falecer em casa mesmo. Só essa parte da história já me deixaria muito triste, porque só quem tem filhos sabe a dor de deixar um caçula no hospital sozinho, visitá-lo e só vê-lo por um vidro e ainda trazê-lo para morrer em casa.
Mas havia o Eduardo, bebezinho que nessa confusão toda, tinha pouca atenção da mãe, mas muito amor e estava sendo criado pelos irmãos como era muito comum naquela época.
Após a morte do Fernando, o Eduardo estava brincando num dia chuvoso dentro de casa. Sem que ninguém percebesse ele saiu e sumiu, desapareceu. Ele tinha uns dois anos. Ninguém sabe se ele caiu no rio que tem lá em Jaú e que fica pertinho da casa deles ou se os "ciganos" o levaram embora. Dizem que havia pegadas de criança na areia do rio, mas o corpo nunca foi achado.
Minha avó dizia que essa perda foi ainda pior, porque o corpo do primeiro ela enterrrou, mas do segundo ela nunca achou e sempre ficou no seu coração o medo de ele estar passando fome e frio. Deus... como essa mãe deve ter sentido culpa, sofrimento, dor e desespero!!! Como esses irmãos devem ter sofrido... Mas ela nunca deixou de acreditar em Deus.
No entanto, ainda havia mais um episódio para acontecer, a morte do meu avô Salvador que era "taxista". Ele morreu de cancer. E a vida que já era dura, eles viviam de vender verdura pelas casas e moravam numa casa de madeira, ficou ainda pior.
Minha avó juntou os filhos (o mais velho com cerca de 20 anos e o mais novo com 9 anos) e veio para S. Paulo. Para o meu pai, essa mudança foi péssima. Menino que vivia na rua brincando, veio morar na casa dos tios e trabalhar no escritório de despachante. Aprender a andar sozinho em S. Paulo enquanto minha avó trabalhava duro para tentar se manter.
Bom... era essa parte que eu queria registrar. Sei que estão faltando várias partes, mas sinto uma força tão grande ao pensar na minha avó, no seu sofrimento, na sua capacidade de superação que minha vida e meus problemas ficam minúsculos. Quando eu a conheci, ela já era uma "avó", gordinha e com cheiro de avó. Sempre com uma palavra sábia.. Claro que tinha seus defeitos, mas as suas qualidades falavam mais alto.
Rio Jaú hoje.
Pena que enquanto ela esteve por perto, não pude dizer tudo isso a ela. Mas sei que espiritualmente ela está recebendo as minhas vibrações de agradecimento por tudo que ela fez por nós. Uma grande mulher que nos ensinou muito: aos filhos, filhas, noras e genros, netas e netos.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Prima Ana Luiza

Esqueci de apresentar a prima Ana Luiza, filhotinha da Vivi. Ela está cada dia mais bonita e esperta. Bem durinha mesmo. O Daniel dá uns gritos de brincadeira e ela faz biquinho!!! Tão bonitinha.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Olha que caras mais lindas!!!!



Não preciso dizer nada... a foto é completa.

domingo, 10 de outubro de 2010

Internet


Ai Meu Deus... agora estou no Facebook também. Só para atualizar o Orkut, o Facebook, o Twitter e o Linkedin vai todo o meu tempo livre. Conclusão: o que era para facilitar, rouba ainda mais o meu tempo.


Por isso, agora a quarta-feira é sagrada para mim: vou ao Centro Espírita cuidar da alma. São algumas horas só para mim. Verdade que penso em muitos e ofereço um pouco do que tenho de bom para outras pessoas, mas é um tempo longe dessas "facilidades da humanidade". Está me fazendo muito bem.
Fizemos 10 anos de casados e viajamos para Buenos Aires. Foi fantástico!!!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Patins


Ontem fomos num parque novo na cidade de São Paulo. À beira da represa do Guarapiranga o local se chama Praia do Sol. Como o próprio nome diz, é uma prainha que a população local aproveita para dar tchibum. É claro que eu não deixei os meninos entrarem na água. Mesmo com a bandeirinha verde da Cetesb, o cheiro estava forte e aquelas águas já eram poluídas quando eu era pequena.

Mas tudo isso para dizer que recuperei meus patins. Fazia mais de 5 anos que eu não patinava e foi muito gostoso. Pena que por ser muito vagabundo acabou ficando destruído. Agora estou buscando um para comprar. Queria um que fosse melhorzinho para acompanhar o Matheus de bike. Por falar nisso, o meu menino tá andando sem rodinhas que é uma beleza. Segundo ele, "só gosto de andar turbo!!!". Velocidade desde cedo.

Ah... também outra novidade... Cortei os cabelos: um pouco mais curto e de franja. Ficou bem legal

domingo, 29 de novembro de 2009

Vida de Criança

O mais gostoso de ter filhos é poder brincar como as crianças. Veja que delícia, eu e o Dani no niver do Murillo!!!!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Por que dá branco????

Meus dois lindossss!!!!!

É super engraçado. Durante o dia tenho um monte de idéias para escrever aqui no blog: dicas de passeios legais, livros interessantes, reclamações e comentários. Mas quando chega a noite, fico meio burra e esqueço disso tudo.
Agora as crianças estão dormindo e o Angelo acabou de chegar de viagem. Mas meu cérebro tá bem pequeno. Então só me resta postar uma foto...