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sexta-feira, 27 de maio de 2016

Fases da Vida




Quando corro, passo por um processo parecido com o que acontece na meditação. Nos primeiros quilômetros, os pensamentos estão confusos, o corpo reclamando e a mente gritando para parar imediatamente e fazer algo mais intelectualmente aceitável. São quase 4 quilômetros de briga.

Descrevendo esse processo:
1o. k - aquecendo o corpo e provando que aquelas dorzinhas são passageiras;
2o. k - domando a respiração que ainda está irregular;
3o. k - domando os pensamentos que estão confusos e a mente gritando que preferiria estar numa biblioteca ou museu;
4o. k - domando os batimentos cardíacos que aceleram muito na subida e baixam muito no terreno plano.

Após esse período, começo a dominar a mim mesma e então o prazer começa. Por isso, tenho buscado corridas mais longas. Elas são muito mais prazerosas. Pensa comigo: se eu corro 5k, passei praticamente 90% do meu tempo no sofrimento. Se são 10k, fico mais com mais de 50% na curtição e assim vai. Então... bora correr a Meia Maratona, entendeu?

Nesses momentos de meditação resolvo mil problemas do trabalho: tomo resoluções coerentes, reconheço erros que cometi, percebo onde estão os problemas e como resolvê-los. Isso acontece basicamente quando corro após o trabalho. No final de semana, que já estou mais desconectada do trabalho, filosofo... e muito.

40 anos: a década da infelicidade
Ontem pensei bastante em um texto que li sobre a idade da infelicidade. Segundo esse estudo publicado pela ONS, na sociedade moderna o pico de tristeza acontece entre os 40 e os 59 anos. Nessa fase, existem pressões muito significativas como:

- no trabalho precisamos fazer entregas com mais acertos devido a experiência e ao mesmo tempo mostrar que temos a mesma energia dos profissionais mais mais jovens;
- em casa precisamos cuidar dos filhos e tomar decisões que serão extremamente relevantes para o futuro da prole;
- na vida conjugal precisamos dar conta da parte sexual com afinco para não abrir brechas para concorrentes ao mesmo tempo que precisamos dar atenção a parte prática e rotineira da relação;
- na saúde começam a aparecer os primeiros sinais claros da velhice;
- na vida doméstica, é preciso assumir de fato o controle das atividades do dia-a-dia.


Fiquei com essas informações chacoalhando no meu cérebro enquanto corria, já que estou com 43 anos. Fiz uma conexão com a conhecida  Idade da Loba - que começa aos 40 anos - e pensei nos meus amigos e, principalmente, nas minhas amigas.


Realmente existem muitos casos de Depressão e Síndrome do Pânico que começam por volta dos 40 anos. Também encontrei vários casos de separações, suicídios reais ou simbólicos em conhecidos que estavam entre 40 e 59 anos. É como se nos déssemos conta de que vivemos 50% dos nossos anos de vida e que agora precisamos aproveitar a outra metade.

Quando 50% já foi feito
A partir desse ponto passei a fazer uma contrapartida com a corrida. Não me considero infeliz e também não reconheço em mim traços de Depressão. Mas confesso, na beira dos 40 anos tive vontade de jogar tudo para o alto e mudar minha vida 100%. Não encontrava prazer no casamento, nos filhos, na minha casa e tampouco no trabalho.


Mas quase 2 anos após essa fase meio cinza voltei a me apaixonar. Engraçado que uma coisa passou a puxar a outra. No trabalho eu não via muitas possibilidades de mudança. Apesar de adorar as minhas atividades, eu não via muito movimento, muita inovação. Mas como acreditava muito na empresa, resolvi fazer minhas atividades com afinco e não dar muito espaço para decepções, mesmo considerando que eu merecia mais reconhecimento por tudo aquilo que eu estava entregando.

No meu casamento, as coisas ESTAVAM. Isso mesmo... estavam... O amor estava, a relação sexual estava, as conversas estavam. Estavam do jeito que deveriam estar... traduzindo ESTAVAM MORNAS.

Com os meus filhos, a vida também tinha deixado de ser caótica. Eles já não eram bebês, já tinham independência e já me davam parte do tempo livre que eu queria muito.


Com a ajuda da minha irmã e da amiga Edilene resolvi correr. E a partir desse desafio, as coisas começaram a mudar. Em primeiro lugar, mudei meu corpo, eliminando 12k, muitas celulites e roupas de número 44. Só aí, minha auto-estima já melhorou em muito. Para o casamento, procurei ajuda na Doutrina Espírita - que mesmo sempre seguindo - estava meio distante. Para os filhos, a mudança de escola e de rotinas. Eles ficavam no integral e reclamavam muito da comida, da rotina, das professoras etc. Agora cada um estuda num período e ficam em casa o restante do tempo.


Mesmo não tendo o poder de sozinha alterar o rumo da empresa, as coisas começaram a mudar. E todo o meu esforço para me manter ativa e entregando valeu a pena. Tenho sido reconhecida e recebendo muitos desafios que me fortalecem a cada dia.


A Prova dos 40
Minha conclusão dessa filosofia de corrida, é que realmente nos 40 anos precisamos fazer uma reavaliação da nossa trajetória. Se não fizermos isso ativamente, a vida exigirá essa parada. E se não estivermos preparados, poderemos ter Depressão ou cometer suicídios, simbólicos ou real.


É preciso buscar ajuda nessa fase. Resolver tantas coisas sozinha não dá muito certo. Nosso cérebro costuma seguir a mesma maneira que aprendemos para resolver nossos dilemas. E a forma como aprendemos até completar 40 anos pode não servir mais. Com ajuda profissional, vamos enxergando com mais clareza isso. No meu caso, tive o apoio de uma Coaching - que apesar de focar no trabalho - me ajudou muito a visualizar padrões que sigo e que já não me servem mais.


Também vi alternativas na Doutrina Espírita que apresenta uma visão de que tudo tem um porquê e - além disso - temos o nosso livre-arbítrio para mudarmos o que nos incomoda. No entanto, o plantio é livre, mas a colheita é obrigatória. Isso significa que jogar um casamento feliz fora, pode ser um suicídio simbólico e a colheita será feita... cedo ou tarde.

Percebi então que os suicídios simbólicos também são terríveis. Podemos suicidar os nossos verdadeiros sonhos, podemos suicidar as nossas verdadeiras crenças e valores. E depois que cometemos o suicídio não dá para voltar atrás.



E para dar continuidade às mudanças nos 40 anos, a partir desse momento vou reformar a minha casa. Odeio esse tipo de tarefa, mas é preciso. Meus filhos estão grandes, começando uma nova fase e a casa não pode ser mais para bebês. Não posso viver mais no improviso. Agora a casa precisa me servir e não eu a ela. Sei que será uma fase terrível já que o Angelo e eu não concordamos com nada, mas será de um enorme aprendizado.




Um bom tema para um próximo bate-papo.



quinta-feira, 16 de julho de 2015

O bom filho a casa retorna

Ontem, depois de quase 3 anos, voltei a frequentar uma casa espírita. Recentemente abriu um centro a duas quadras de casa. Fiquei super animada e ontem resolvi ir lá para fazer a orientação espiritual, assistir a palestra e tomar passes.


A casa é pequena, mas com boa estrutura. Tem poucos trabalhadores, mas são amorosos e dedicados. É bem menor do que a Casa do Caminho e as atividades são menos "padronizadas", mas me senti muito bem.


A alergia do meu rosto melhorou bem e eu dormi profundamente. Há cerca de um mês voltei a fazer o Evangelho no Lar com os meninos. Ontem também foi a minha segunda sessão de Coaching.


Acho que agora cerquei todos os lados: corpo, cabeça e espírito mais saudáveis. A busca pela felicidade plena.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Discurso do Papa Francisco para a Curia Romana

Abaixo a transcrição do Discurso do Papa Francisco e que me foi passada pelo meu amigo Vinícius Oshiro. Gostei muito e quero manter esse texto a minha disposição para poder ler sempre. Assim posso avaliar se eu ou minha família sofre de uma ou mais doenças citadas por ele.
 
O Papa menciona que a Igreja deve procurar ser mais séria, viva, mais sadia, mais harmoniosa e mais unida. É um corpo vivo. E que, como todo corpo, como todo corpo humano, está exposta também às doenças, ao mau funcionamento, à enfermidade. Ele mencionou algumas destas prováveis doenças. São elas:


A doença do sentir-se “imortal”, “imune” ou até mesmo “indispensável”. Uma organização que não faz autocrítica, que não se atualiza, que não procura melhorar é um corpo enfermo. Uma visita ordinária aos cemitérios poderia ajudar-nos a ver os nomes de tantas pessoas, algumas das quais pensassem talvez que eram imortais, imunes e indispensáveis! É a doença dos insensatos que se sentem superiores a todos e não a serviço de todos. Deriva da patologia do poder, do “complexo dos Eleitos”, do narcisismo que fixa apaixonadamente a sua imagem e não vê a imagem do outro, principalmente dos que precisam de apoio. 
A doença do “martalismo” (que vem de Marta), da excessiva operosidade: ou seja, daqueles que mergulham no trabalho, descuidando, inevitavelmente, da saúde, das pessoas queridas, etc, Descuidar do descanso necessário leva ao estresse e à agitação. O tempo do descanso, para quem levou a termo a sua missão, é necessário, obrigatório e deve ser lavado a sério: no passar um pouco de tempo com os familiares e no respeitar as férias como momentos de recarga espiritual e física.
A doença do “empedernimento” mental e espiritual, ou seja, daqueles que possuem um coração de pedra, daqueles que, com o passar do tempo, perdem a serenidade interior, a vivacidade a audácia e escondem-se atrás das folhas de papel, tornando-se “máquinas de práticas” e não “homens”. É perigoso perder a sensibilidade humana necessária que nos faz chorar com os que choram e alegrar-se com os que se alegram! A importância de sentimentos de humildade e de doação, de desapego e de generosidade.
A doença do planejamento excessivo e do funcionalismo. Quando se planeja tudo minuciosamente e pensa que, fazendo um perfeito planejamento, as coisas efetivamente progridem, tornando-se, assim, um contador ou um comercialista. Preparar tudo bem é necessário, mas sem jamais cair na tentação de querer pilotar a liberdade superior, que é sempre maior, mais generosa do que todo planejamento humano. Cai-se nesta doença porque «é sempre mais fácil e cômodo adaptar-se às suas posições estáticas e imutadas.
A doença da má coordenação. Quando os membros perdem a comunhão entre si e o corpo perde a sua funcionalidade harmoniosa e a sua temperança, tornando-se uma orquestra que produz barulho, porque os seus membros não cooperam e não vivem o espírito de comunhão e de equipe.   
A doença do “alzheimer espiritual”: ou seja, o esquecimento da “história”. Trata-se de uma perda progressiva das faculdades que num intervalo de tempo causa graves deficiências à pessoa, tornando-a incapaz de exercer algumas atividades autônomas, vivendo num estado de absoluta dependência das suas visões e crenças, tantas vezes imaginárias. A doença daqueles que dependem completamente do seu presente, das suas paixões, caprichos e manias; naqueles que constroem em torno de si barreiras e hábitos, tornando-se, sempre escravos dos seus próprios ídolos.
A doença da rivalidade e da vanglória. Quando a aparência, as vestes e as insígnias de honra se tornam o objetivo primordial da vida.Cada qual tenha em vista não os seus próprios interesses , e sim os dos outros. É a doença que nos leva a ser homens e mulheres falsos, e a vivermos um falso “misticismo” e um falso “quietismo”. Porque se envaidecem de si mesmos e se sentem melhores que os demais.
A doença da esquizofrenia existencial. É a doença dos que vivem uma vida dupla, fruto da hipocrisia e do vazio espiritual que formaturas ou títulos acadêmicos não podem preencher. Uma doença que atinge frequentemente aquele que, abandonando o seu dom/propósito, se limitam aos afazeres burocráticos, perdendo, assim, o contato com a realidade, com as pessoas concretas. Criam, assim, um seu mundo paralelo, onde colocam à parte tudo o que ensinam severamente aos outros e começam a viver uma vida oculta e muitas vezes dissoluta em que não praticam o que defendem. Não são exemplos vivos.
A doença das fofocas, das murmurações e do mexerico. É uma doença grave, que começa simplesmente, por trocar palavras e se apoderar da pessoa, como “homicida a sangue frio” da fama dos seus colegas. É a doença das pessoas velhacas que, não tendo a coragem de falar diretamente, falam pelas costas. Evitem o terrorismo das maledicências!
A doença de divinizar os chefes: é a dos que cortejam os superiores, esperando obter a benevolência deles. São vítimas do carreirismo e do oportunismo. São pessoas que vivem o serviço, pensando exclusivamente no que devem obter e não no que devem dar. Pessoas mesquinhas, infelizes e inspiradas só pelo seu próprio egoísmo. Esta doença atinge também os superiores, quando cortejam alguns seus colaboradores para obter a sua submissão, lealdade e dependência psicológica.
A doença da indiferença para com os outros. Quando alguém pensa somente em si mesmo e perde a sinceridade e o calor das relações humanas. Quando o mais esperto não coloca o seu conhecimento a serviço dos colegas menos espertos. Quando se chega ao conhecimento de algo e o esconde para si, ao invés de compartilhar positivamente com os outros. Quando, por ciúme ou por astúcia, se sente alegria ao ver o outro cair, ao invés de erguê-lo e encorajá-lo.
A doença da cara funérea. Das pessoas grosseiras que pensam que, para ser sérias, é necessário assumir as feições de severidade e tratar os outros – principalmente os que consideram inferiores – com rigidez, dureza e arrogância. Na realidade, a severidade e o pessimismo são muitas vezes sintomas de medo e de insegurança. Devemos esforçar por sermos pessoas amáveis e serenas que transmitem alegria por toda parte. Que irradia e contagia todos os que estão à sua volta. Não percamos, portanto, o humor, que nos torna pessoas amáveis, mesmo nas situações difíceis.
A doença de acumular: o acúmulo de bens materiais, não por necessidade, mas só para sentir-se seguro. A acumulação só pesa e freia inexoravelmente o caminho! Observem em si, os sinais desta doença.
A doença dos círculos fechados onde pertencer ao “grupinho” se torna mais forte do que a pertença a Organização. Também esta doença começa sempre de boas intenções, mas com o passar do tempo, escraviza os membros, tornando-se um câncer que ameaça a harmonia do grupo. A autodestruição ou o “tiro amigo” dos camaradas é o perigo mais sorrateiro. É o mal que atinge a partir de dentro; todo o grupo dividido, contra si mesmo, será destruído.
A doença do proveito mundano, dos exibicionismos, quando se transforma o seu serviço em poder e o seu poder em mercadoria para obter dividendos humanos ou mais poder. A doença das pessoas que procuram insaciavelmente multiplicar poderes e, com esta finalidade, são capazes de caluniar, de difamar e de desacreditar os outros. Naturalmente para se exibirem e se demonstrarem mais capazes do que os outros. Também esta doença faz muito mal ao grupo porque leva as pessoas a justificar o uso de todo meio, contanto que atinja o seu objetivo, muitas vezes em nome da justiça e da transparência!

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Um Alerta

 
Uma amiga me passou esse texto. Acredito muito que apenas somatizamos aquilo que sentimos, por isso estou compartilhando.
O contato com a natureza permite o
reequilíbrio da nossa mente e, consequentemente, do nosso corpo.
 
Isto é um alerta...

A enfermidade é um conflito entre a personalidade e a alma.

O resfriado escorre quando o corpo não chora.
A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições.
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
O diabetes invade quando a solidão dói.
O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
A dor de cabeça deprime quando as dúvidas aumentam.
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta quando o orgulho escraviza.
A pressão sobe quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam quando a "criança interna" tiraniza.
A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.
Os joelhos doem quando o orgulho não se dobra.
E as dores caladas? Como falam em nosso corpo?

A enfermidade não é má, ela avisa quando erramos a direção.

O caminho para a felicidade não é reto:
existem curvas chamadas Equívocos,

existem semáforos chamados Amigos,

luzes de precaução chamadas Família,

e ajudará muito ter no caminho uma peça de reposição chamada Decisão,

um potente motor chamado Amor,

um bom seguro chamado FÉ,

abundante combustível chamado Paciência.

Mas principalmente um maravilhoso Condutorchamado DEUS!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Oração do Ano Guardião

Mais uma oração enviada pelo Ciro. Linda, como sempre:

Anjo Guardião que permeia meu ser
Guia-me de noite
Guia-me de dia
Protege-me de mim mesmo
E das forças obscuras que tentam me iludir

De luz és
No amor caminhas
Pelo poder de Deus atuas
Preenche de paz meu coração

Assim seja!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Fotos da Igreja Anglicana





No domingo fomos até a Catedral da Igreja Anglicana em S. Paulo (http://www.catedral-anglicana.org.br/pagina/a-catedral-10). Além do lugar ser lindíssimo, estava todo iluminado. Visitamos o presépio e ainda ganhamos músicas lindas, cantadas pelo coral durante a missa. Valeu o lindo passeio. Os meninos amaram.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Exemplo prático

Ontem tive a oportunidade de conhecer mais um trabalhador da "Casa do Caminho": o Silvio. A palestra foi tocante e ele fez alguns questionamentos que serviram como uma luva para mim. Um desses questionamentos falava da hipótese de "após horas em jejum, finalmente vc encontra uma lanchonente e pede um X-Tudo, quando vc se prepara para dar a primeira mordida, uma criança pede o sanduiche com aquela carinha de fome. Qual seria a sua atitude e, depois, qual seria a atitude de Jesus Cristo?"

Essa pergunta pesou muito em mim, porque em uma ocasião estava com meus pais de férias em Maceió e estávamos em uma lanchonete. Depois de muitos e muitos minutos, o que me irritou bastante, o lanche chegou e com ele um menino de uns 9 anos, gordinho e bem vestido e me pediu o sanduiche. (Agora com lágrimas nos olhos de arrependimento). Eu tanto me neguei a dar o meu sanduiche como a pagar um outro para ele. Também o mandei embora falando um monte. Minha mãe tentou me convencer de pagar um lanche para o garoto, mas eu fui irredutível. E o pior é que nem posso dizer que na época não conhecia Jesus. Sempre fui criada dentro da religião.

Bom... voltando para o hoje: estávamos saindo para almoçar, eu e meu amigo Thiago, que também é espírita e eu falava da grande lição de ontem. Ainda disse para ele que eu talvez ainda não tivesse aprendido a lição e não saberia qual seria a minha reação. Pois bem, já estávamos almoçando, quando um menino gordinho e com uma camiseta do S. Paulo, chegou do nosso lado e disse que estava com fome e queria um prato de comida. Na hora me veio a imagem do Silvio e de Jesus Cristo na minha cabeça. Então, falei para o garoto que se fosse "comida de verdade" eu pagaria e ele me pediu arroz com feijão. Comprei o prato e ele ainda dividiu com uma menininha que mora no mesmo cortiço que ele. Ficamos ali, conversando e foi um almoço super agradável, apesar dos olhares de reprovação das pessoas, que talvez não gostem da presença de duas crianças sujas comendo na mesma praça de alimentação que eles.

Sabe quantos anos o André tem? Exatamente 9 anos!!! É ou não é um exemplo prático da grande lição de ontem da "Casa do Caminho"?

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Como educar os NOSSOS filhos

Recebi esse texto, por e-mail. Não sei se é do Dom Bosco mesmo, mas achei tão legal, que resolvi colocar no Blog para não esquecer.



Como Educar os Filhos segundo Dom Bosco


1. Valorize o seu filho. Quando respeitado e estimado, o jovem progride e amadurece.
2. Acredite no seu filho. Mesmo os jovens mais “difíceis” trazem bondade e generosidade no coração.
3. Ame e respeite o seu filho. Mostre a ele, claramente, que você está ao seu lado, olhe-o nos olhos. Nós é que pertencemos a nossos filhos, não eles a nós.
4. Elogie seu filho sempre que puder. Seja sincero: quem de nós não gosta de um elogio?
5. Compreenda seu filho. O mundo hoje é complicado, rude e competitivo. Muda todo dia. Procure entender isto. Quem sabe ele está precisando de você, esperando apenas um toque seu.
6. Alegre-se com o seu filho. Tanto quanto nós, os jovens são atraídos por um sorriso; a alegria e o bom humor atraem os meninos como mel.
7. Aproxime-se de seu filho. Viva com o seu filho. Viva no meio dele. Conheça seus amigos. Procure saber aonde ele vai, com quem está. Convide-o a trazer seus amigos para a sua casa. Participe amigavelmente de sua vida.
8. Seja coerente com o seu filho. Não temos o direito de exigir de nosso filho atitudes que não temos. Quem não é sério não pode exigir seriedade. Quem não respeita, não pode exigir respeito. O nosso filho vê tudo isso muito bem, talvez porque nos conheça mais do que nós a ele.
9. Prevenir é melhor do que castigar o seu filho. Quem é feliz não sente a necessidade de fazer o que não é direito. O castigo magoa, a dor e o rancor ficam e separam você do seu filho. Pense duas, três, sete vezes, antes de castigar. Nunca com raiva. Nunca.(essa é a melhor!!! Preciso realmente praticar esse item).
10. Reze com seu filho. No princípio, pode parecer “estranho”. Mas a religião precisa ser alimentada. Quem ama e respeita a Deus vai amar e respeitar o seu próximo.

“Quando se trata de educação não se pode deixar de lado a religião”.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Diga-me com quem andas

Quando eu era pequena, minha mãe sempre falava que era fácil saber quem era a pessoa olhando o seu círculo de amizades. Ela falava tanto isso, que para mim a frase ficou meio vazia, sem muita reflexão.
Agora estudando a doutrina espírita, percebo que essa deve ser a máxima de nossas vidas. Não que devemos evitar as pessoas que precisam de nossa ajuda, mas que ainda estão num grau evolutivo menor (até porque a gente nem sabe muito como julgar isso). Se existem irmãos por perto, devemos tentar manter um relacionamento - pelo menos - harmonioso e de tolerância.
Mas, o que quero dizer na verdade, é sobre PENSAMENTOS. Afinal é através dos nossos pensamentos que atraimos encarnados e desencarnados.
Veja, por exemplo, uma roda de amigos. Será possível perceber a grande afinidade de que existe entre eles. E sempre em uma roda de encarnados, será possível imaginar pelo menos um desencarnado por pessoa. Então o número de afins dobra.
Pensando nisso, tenho feito um exercício árduo de pensar melhor. E o que será isso? Um simples exemplo: toda segunda-feira não consigo agradecer a Deus por mais uma semana. É tão difícil deixar meus filhos, minha casa e enfrentar vários problemas que no fundo não significam tanto para mim. Então passei a focar mais no agradecimento do que na comparação entre o trabalho e a vida pessoal. Agradeço apenas por estar viva e ter a oportunidade do exercício do bem. Parei de agradecer pelo trabalho.
Depois de quase quatro semanas fazendo esse exercício, comecei a agradecer pelo trabalho também e de forma super natural. É quase que minha mente estivesse menos pesada e meu coração mais limpo.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Meu reencontro espiritual



Balada da DN, até nesses momentos
Ele está presente
Minha lembrança mais remota da minha crença espiritual é de quando eu tinha por volta de uns 3 anos de idade. Não lembro exatamente o que aconteceu, mas me senti injustiçada por alguma coisa que minha mãe fez e corri para o meu canto favorito: a balança que havia no quintal de casa. Recordo perfeitamente de conversar com o meu amigo invisível Fernando. Ele me consolando e me dando orientações de como prosseguir, perdoando sempre.
Depois lembro de diversas passagens na minha vida em que meu diálogo com Fernando foi intenso. Em alguns momentos, seu nome mudou para Deus, Anjo da Guarda, Anjo Protetor, Jesus Cristo etc. Mas ele sempre esteve junto de mim. Toda vez que estou muito triste, imagino deitando a minha cabeça sobre seu colo e ele afagando os meus cabelos. Não me lembro do seu rosto e nem de sua fisionomia, mas sinto a sua presença ou distância.
No ano passado, voltei frequentar uma Casa Espírita e depois de alguns meses o nome Fernando voltou a minha mente após um sonho. Minha mãe me contou que todos os meus bonecos tinham nome de Fernando e várias vezes ela me flagrou conversando com ele. Até a minha irmã se chama Fernanda porque eu escolhi esse nome.
Quando voltei a frequentar a casa espírita me senti meio confusa, porque não conseguia distinguir a sua inspiração aos meus próprios pensamentos. Ficava o tempo todo tentando diferenciar um do outro. Agora, já estou mais tranquila e já consigo fazer alguma distinção. É verdade que às vezes fico um pouco confusa com algumas inspirações e aí a saída é correr para o Evangelho para acalmar meu espírito e tentar entender melhor a mensagem.
Mas de qualquer forma, agradeço muito esse meu irmão sempre tão disponível. Sei que ele me tirou de várias enrascadas, principalmente na adolescência quando estive tão exposta a drogas, sexo e alcóol. Ele sempre com delicadeza me mostrou o melhor caminho. Também sei que alguns momentos devo tê-lo feito chorar, já que minhas ações nem sempre são coerentes com a bondade que desejamos.
Após esses momentos de grande estresse, sempre procuro o seu colo e mantemos um longo diálogo, ás vezes de horas, outras de semanas e até de meses... Devo ser realmente uma pessoa bem difícil.
Sinto sua presença amiga, principalmente no dia do Evangelho no Lar. Tenho a sensação que praticamente posso vê-lo, mas essa ansiedade de ver o seu rosto já passou. Sua presença já me basta. Também tive uma fase de querer saber suas vidas passadas, associando seu nome a antepassados que já se foram. Mas também essa ansiedade já passou. Saber de sua ajuda e apoio, como missionário de Jesus, já me basta.


quinta-feira, 1 de setembro de 2011

TPM

Queria que houvesse sol
na minha mente
todos os dias
Esse é o terceiro mês consecutivo que tenho um dia completamente cinza em minha vida. A sensação é que fui descendo, descendo, descendo e não consigo ver a luz do dia. O corpo dói, a cabeça lateja, as pessoas irritam e nem as cores do mundo ficam brilhantes. E para piorar o dia ontem aqui em S. Paulo estava realmente cinza e chuvoso.
Nem as palestras da Casa do Caminho me pareciam interessantes. Ouvia as vozes zombando do que era dito o tempo todo. O esforço que fiz para controlar isso foi muito grande. Quando eu conseguia controlar, vinha um frio e um sono horrível. Essa sensação só diminuiu quando entrei na sala de passe. Mesmo assim, senti alguns tremores que nunca sinto.
Quando cheguei em casa, estava tão exausta que tomei banho, rezei com o Matheus e dormi um sono tão profundo que nem lembro dos sonhos. Hoje acordei melhor, graças a Deus.
Nessa quinta - além de estar sol - meus olhos já conseguem perceber as cores do mundo e meu cérebro também já está mais rápido. Só a tontura (acho que é consequência da labirintite) é que ainda persiste. Já desconfiava que a crise de labirintite havia começado depois da TPM agora tenho certeza. Só preciso entender qual a ligação de tudo isso com o lado espiritural.
Os resultados do meu check-up estão perfeitos. Nenhum índice está fora do normal. Fisicamente estou super saudável, então só pode ter outra explicação: a espiritual.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Oração do Ciro

ORAÇÃO DA LUZ BRANCA DO CRISTO


Oh Luz Branca do Cristo
Derrama Teu olhar sobre mim agora
Pacifica pensamentos e atitudes
Transformando sentimentos para o Bem
Dá-me a alegria de compreender
Dá-me a glória de amar o Teu amor!
 

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Oportunidade de ver a personalidade se formar







Meus filhos estão com 6 (Matheus) e com 3 (Daniel) anos!!! Essa fase é fantástica porque já conseguimos interagir como três "quase adultos" ou três "quase crianças". É claro que no dia a dia sobra grito e até alguma agressão física, como chutes por parte deles ou algum chacoalhão por minha parte. Mas no geral conseguimos ter uma excelente relação.

A parte que eu mais gosto é o Evangelho no Lar ou quando assistimos algum programa de "fundo" moral, como Lucas no Formigueiro ou Zoando na Escola (quem tem filhos da mesma idade sabe do que estou falando).

Como é rica a oportunidade de ver os meus pequenos fazer comparações e explicar o que eles entenderam. Como é delicioso ver personalidades se formando, sempre pautados pela moral, pelo bem estar de todos. É verdade que nem sempre os atos seguem a oratória. Acabamos de fazer um Evangelho e logo os dois estão se estapeando, mas usar o assunto que saiu na nossa roda de orações para lembrá-los, é muito bom.

No sábado, fomos visitar o Acalanto. Tinha festa junina e os meninos brincaram até cansar. Todo mundo dizia: "nossa, mas seus filhos brincam sem nenhuma "diferença" (e eu tentando entender que diferença era essa, mas tudo bem, porque quero falar de outra coisa). A todo momento o Matheus dizia: "mãe, eu estou bonzinho, né? Estou fazendo o bem e tenho direito a mais uma estrelinha no meu quadro de boas ações". Ele deve ter me procurado umas 10 vezes para falar sobre isso. No começo achei até bonitinho, mas depois aquilo foi me enervando.

Ouvi uma vozinha no meu ouvido (meu mentor falando) e repeti... "Matheus, vc se lembra do último texto do Evangelho no Lar?", e ele: "Não, mamãe". "Aquele, Matheus, sobre não deixar a mão direita saber o que faz a mão esquerda?". Ele ficou com a aquela cara de goiaba me olhando sem entender onde eu queria chegar. "Matheus, papai do céu explicou que quando estamos fazendo o bem de verdade, sem querer nada em troca, não temos que ficar falando para todo mundo. Se vc está fazendo isso só para ganhar estrelinha, então não tá valendo. Isso não é fazer o bem". Por incrível que pareça, ele deu um sorriso, se afastou e não falou mais nada.

Amanhã a gente tem Evangelho no Lar novamente e tomara que não saia essa lição novamente, porque será sinal de que ele e eu aprendemos. Se sair, é porque ainda temos algum caminho pela frente.

sábado, 30 de abril de 2011

Temos medo de dizer que temos medo




Em uma palestra do Padre Fábio de Mello, ele comenta isso:

"Temos medo de dizer que temos medo, que somos frágis. Nós perdemos o direito de chorar, de expor a nossa fragilidade". Ele diz, que se vc chora todo mundo fica perguntando o porquê e completa: "para chorar é preciso ir ao velório, único lugar que vc pode chorar em paz".


E aí me vem um comentário do Ciro Pinheiro lá do Centro: "o choro é a limpeza da alma. É bonito a gente chorar para limpar as tristezas. O difícil é parar de chorar. É preciso saber a hora de parar de chorar e sorrir".

Pe Fábio de Mello diz que o Cristo mostra como a gente deve aprender a reconhecer as nossas fraquezas para saber como lidar com elas e evoluir. Só que o homem faz de tudo para esconder essa fraqueza. Dá o exemplo do bebê. Quando eles choram, fazemos tudo para parar porque sofremos com essa exposição.


Se puder procure essa Palestra "É Preciso Sangrar". Vale muito a pena.

Voltei

Gente voltei!!! Continuo frequentando assiduamente a Casa do Caminho Pedro e João e também fazendo o Evangelho no Lar toda semana. Nossa!!! Como estou melhor.

Até os meninos já estão participando das "rezas" como eles dizem. Mesmo com as dificuldades do caminho (como a despedida do Tio Arcil), estou bem e feliz.

Vibrações de muito amor a todos