segunda-feira, 6 de maio de 2013

Um momento de carinho

Olha que delícia essa foto! O Daniel é muito carinhoso.

Erros

Tem dado tanto erro de postar, que está dando preguiça.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

A situação da nossa saúde

Nesse final de semana tive uma triste amostra de como está o sistema de saúde no Brasil. Meu sogro vinha sofrendo há algum tempo com uma profunda depressão. Há uns 20 dias teve um desmaio e foi para o Hospital Santa Paula. Fizeram vários exames (só esqueceram de fazer uma tomografia) e o liberaram.

Nos 20 dias após esse episódio, ele só definhou: parou de comer, parou de andar, parou de ir ao banheiro. No último sábado, não aguentando mais essa situação o levamos ao Hospital Santa Helena, que é da Unimed Paulistana. Chegamos às 15h00 e fomos rapidamente atendidos por uma médica que logo desconfiou de um AVC. Pediu uns exames e por volta das 17h00 tínhamos a confirmação do diagnóstico.

Aí começou a nossa trajetória do horror. Meu sogro ficou das 17h00 às 18h00 numa cadeira de rodas extremamente desconfortável. Por iniciativa nossa, o colocamos numa poltrona onde são ministrados os medicamentos, já que ele estava impaciente de dor. Por volta das 19h00, comecei a pressionar para algo acontecer e então nos disseram que não havia vagas na internação. E meu sogro lá, sentado, sem se alimentar, muito fraco.

Depois de brigar muito (e até ser expulsa do PS), conseguimos uma maca para que ele pudesse deitar e receber alimentação via sonda!!! Ficou nessa situação durante toda a madrugada e durante todo o dia de domingo. Por volta das 19h00 de domingo, cansados de vê-lo naquela situação pedimos remoção para outro hospital.

Só às 23h00 conseguimos a indicação do Hospital Santa Rita. Quando a ambulância chegou, a enfermeira se recusou a levar o meu sogro porque ele estava com a sonda e para isso seria necessária uma ambulância UTI e um médico. Enfermeira, motorista e médica brigaram por causa disso e, enfim, resolveram que ele poderia ser transferido.

Depois de tanto stress, finalmente o AVC seria tratado, certo? Errado, a Unimed transferiu um idoso que teve um AVC para um hospital que não tem médico especializado em Neurologia... Hoje é quarta-feira e ele não teve um diagnóstico definitivo. Ah! E também não tem psiquiatra...

E vc pensa que é um problema só da Unimed? Não, não é. Com toda essa pressão (fora outras como trabalho, casa e faculdade), acordei travada na terça-feira. Já não aguentando mais, fui para o Hospital Edmundo Vasconcelos. Meu convênio é Bradesco Empresarial. Cheguei lá às 15h15 e só fui atendida às 18h00. Falei com o ortopedista e ele me mostrou que havia mais 8 pacientes depois de mim para ele atender e mais 5 que eram retorno. Um único médico para atender a toda aquela multidão.

Pagamos muito pelo convênio, esperamos muito pelo atendimento e quando recebemos algo é um atendimento péssimo.

Fui diagnosticada e precisei colocar um colar cervical. Acredita que o Bradesco não pagou? Tive que desembolsar R$ 50,00... Inacreditável.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Meninos na Praça

O Murillo foi dormir em casa esse final de semana. Está tão bom. Ele e o Dani se dão super bem.

Mais uma tentativa

Lá vou eu para mais uma tentativa de emagrecimento. Voltei aos 73 quilos, minhas roupas estão apertadas e  a sensação de estufamento está me matando. Minha programação era terminar o MBA e só depois partir para a dieta, mas não está dando para esperar.

Então vamos lá!!!!!!!!

domingo, 24 de março de 2013

Pais ou profissionais?

Todos que somos pais sabemos que a cada idade, os filhos nos testam de formas e maneiras diferentes. Desde o primeiro dia que vimos os seus rostinhos, eles passam a nos oferecer testes e mais testes de resistência, de paciência, de amor, de raiva contida e de frustração. Quando estamos em uma roda de amigos, em que alguns já estão com suas proles criadas, é comum ouvirmos "isso é fase e vai passar". Mas a grande pergunta é: "se vai passar, devo então deixar essa fase acontecer sem intervir?". E não ouvimos respostas para essa pergunta.

Fiquei refletindo sobre isso ao observar amigos-pais que são professores, pediatras, médicos, professores, pedagogos, nutricionistas, isto é, profissionais das áreas que possuem como público-alvo as crianças. É incrível como esses profissionais - que possuem o discurso (a teoria) na ponta da língua - erram profissionalmente dentro de casa. Mesmo que por uma boa causa, costumam recitar teorias radicais como:

- deixe seu filho ser independente na hora de dormir. Basta três ou quatro noites berrando e ele aprenderá a dormir sozinho;
- não dê nunca doces para seus filhos antes do almoço ou do jantar;
- refrigerante é o veneno que deve ser proibido;
- seja sempre coerente, nunca volte atrás de uma decisão;
- diga não somente quando realmente for cumprir;
- limite o tempo em frente ao IPad;
- Não ao MCDonalds;
- Não ao macarrão instantâneo;
- frutas e verduras devem ser oferecidas em abundância e o adulto deve comer na frente das crianças.

Vejam! São dicas que lemos diariamente em revistas, ouvimos dos nossos médicos. Mas são realmente eficazes? Será que conseguimos cumpri-las a risca? Será que a vida é uma linha reta e nunca aparecem obstáculos, como uma birra na frente daquela tia palpiteira? Será que na hora em que chegamos cansados em casa não temos vontade de deitar e dormir todos juntos na cama do casal? Será que uma tarde livre no MCDonalds não faz a alegria da criançada e da família?

Vejo pais querendo ser profissionais em casa. Professoras querendo ser mestres dentro do lar. Será que é possível isso dar certo? Gerentes querendo ser líderes em casa... Tenho visto muitas frustrações e tristezas nesses casos. Também não tenho resposta para essas perguntas, mas fiz um comparativo que na hora me pareceu pertinente e me roubou uma risadinha.

Já imaginou se o médico ginecologista se portasse sempre como um ginecologista quando estivesse com a sua mulher? Já imaginou se ele nunca relaxasse e ficasse fazendo exames o tempo todo? Nossa... Acho que está na hora de pensarmos se dentro de casa somos Pais ou Profissionais.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

40 anos. O que isso deve significar?

Hoje completo 40 anos. O que 40 tem de diferente de 39, 28, 25 ou 19? Além dos algorismos, é claro, tem a diferença da quantidade de bagagens que carregamos. Poderia ficar falando de tudo que mudou no meu corpo, agora que sou uma quarentona e realmente essas mudanças acontecem. A pele fica mais flácida, sem brilho (é verdade!), o cabelo fica grisalho, o metabolismo muito mais lento, os quilos mais velozes... Mas isso é padrão. Acontece com todos em maior ou menor nível, mas acontece.

Mas hoje quando acordei, o que me pareceu mais interessante, é a lucidez com que consigo tratar todos os acontecimentos da minha vida e como sou agradecida. Nessa encarnação (vcs sabem que sou espírita), Deus me deu vários presentes: meus pais sempre maravilhosos, minha irmã que amo muito. Permitiu que eu realizasse vários sonhos: faculdade, pós-graduação, MBA. Trabalhar numa multinacional, viajar para outros lugares. Casar com o homem que eu escolhi e que é um excelente marido. Ter filhos, não perfeitos, mas completos para que eu possa receber toda a carga que a maternidade precisa para ser... MATERNIDADE.

Nada caiu do céu ou me foi entregue em bandeja, mas com o meu esforço, as coisas foram acontecendo. Tenho excelentes memórias da minha infância, adolescência e início de fase adulta. Consegui planejar cada etapa e realizar meus sonhos. Nunca sonhei com coisas muito espetaculares, mas tijolo a tijolo, suor a suor, fui construindo coisas que hoje causam inveja aos que não me conhecem.

Aprendi nesses anos que ficar parada, esperando, é a pior escolha. Tenho exemplos de como a inércia é funesta e leva a pior doença do século: a depressão. É por isso, que nesse dia 17 de fevereiro de 2013, prometo nunca parar, mesmo que me faltem os membros, estarei sempre em movimento. Continuarei a estudar, estudar, estudar... Fazer cursos, sejam pagos ou gratuitos, importantes ou não. Continuarei trabalhando, sendo remunerada ou não. Afinal trabalho voluntário tem para todos, só não faz quem realmente não quer. Continuarei andando por São Paulo, com ou sem carro. Andar a pé faz um bem danado e, apesar do transporte público ser ruim, ele pode nos levar a qualquer lugar.

Prometo continuar amando, amando com carinho, amando por amar, amando com a raiva da frustração, amando com ódio de não ser amada. Mas o meu coração sempre estará batendo por alguém ou alguma coisa. Ainda prometo que beberei sempre, haja o que houver. Beber uma cerveja com os amigos ou uma caipirinha com o meu marido, para relaxar, dar risada e perder um pouquinho a linha (afinal ser séria o tempo todo é uma grande carga). Prometo encaminhar as pessoas, meus filhos de sangue e meus filhos agregados, porque a vitória deles sempre será a minha vitória.

Prometo também a respeitar as pessoas e nunca achar que sou melhor do que elas. Aceitar os seus erros, mas nunca carregá-las no colo. Prometo aprender a cada dia, a dizer NÃO para que amigos, conhecidos, parentes e familiares não me usem como muleta. Nem que para isso eu sofra com o afastamento dos meus próprios filhos.

E por fim, prometo ter fé... fé em Deus. Mesmo nos momentos mais escuros, sempre tive a fé de que Deus estava ao meu lado e sempre ouvi a voz do meu mentor dizendo: "força... vc pediu para passar por essa prova e precisa dar o seu melhor". Tenho certeza que os próximos 40 anos serão ainda mais difíceis porque terei grandes perdas. Meus pais, sogros, tios e tias estarão mais velhos e aos poucos precisarão largar o corpo carnal. Eu precisarei aprender a lidar com um corpo mais cansado e com doenças que até agora são apenas fantasmas. Além disso, precisaremos enfrentar as perdas de amigos ou familiares jovens, afinal essas coisas acontecem. Mas mesmo nesses momentos, prometo ter fé em Deus e nunca esmorecer a ponto de me achar vítima da situação.

PROMETO NÃO ENTRAR EM DEPRESSÃO e se o Alsheimer (ai estou com preguiça de ver como escreve essa doença), me pegar... prometo que não ficarei magoada se meus filhos me internarem numa clínica em que serei melhor tratada do que em casa.

E assim, prometo ir vivendo intensamente essa minha encarnação. Ela pode não ser a de maior evolução, mas é uma encarnação de auto-conhecimento e de reencontros, de acerto de ponteiros. Sou feliz!!!