domingo, 26 de maio de 2013

Eu e meu filho

Meu querido filho:

prometo te proteger mais. Prometo não aceitar mais que as pessoas falem mal de vc. Prometo te defender mais do mundo. Prometo te elogiar mais. Prometo não perder a paciência tão facilmente com suas ações. Prometo ressaltar os seus pontos positivos quando os "amigos" focarem nas suas fraquezas.

Você é um filho fantástico. Sua alegria, sua vontade de ajudar o mundo e seu jeito inocente me tocam profundamente. Não me importo se vc não é o melhor da classe ou se vc não é o maior exemplo de comportamento. O que me importa é seu companheirismo e sua curiosidade. O que me importa é sua vontade em aprender com o Evangelho e suas palavras lindas quando me cobra que ainda não cumprimos "a caridade explicada na lição da terça-feira".

Quem olha apenas para sua agitação não percebe o quanto vc é independente, o quanto vc é caridoso. Nunca ouvi vc reclamar quando pedi que compartilhasse ou doasse um brinquedo estimado para algum amigo ou estranho (vc se lembra quando demos sua moto para um interno do Acalanto?). E é isso que importa. Prefiro mil vezes ter um filho que não é o primeiro da classe a ter um filho egoísta ou insensível com as dores do mundo.

Filho: amo seus olhos e seu olhar curioso. Confia na mamãe. Vc me escolheu e eu escolhi vc. Estamos juntos nessa nossa encarnação para aprendermos e nos ajudarmos um ao outro. Tenho certeza que estamos seguindo o caminho que traçamos antes de encarnarmos. Perdoa
sua mãe imperfeita que muitas vezes quer que vc seja perfeito demais.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Um momento de carinho

Olha que delícia essa foto! O Daniel é muito carinhoso.

Erros

Tem dado tanto erro de postar, que está dando preguiça.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

A situação da nossa saúde

Nesse final de semana tive uma triste amostra de como está o sistema de saúde no Brasil. Meu sogro vinha sofrendo há algum tempo com uma profunda depressão. Há uns 20 dias teve um desmaio e foi para o Hospital Santa Paula. Fizeram vários exames (só esqueceram de fazer uma tomografia) e o liberaram.

Nos 20 dias após esse episódio, ele só definhou: parou de comer, parou de andar, parou de ir ao banheiro. No último sábado, não aguentando mais essa situação o levamos ao Hospital Santa Helena, que é da Unimed Paulistana. Chegamos às 15h00 e fomos rapidamente atendidos por uma médica que logo desconfiou de um AVC. Pediu uns exames e por volta das 17h00 tínhamos a confirmação do diagnóstico.

Aí começou a nossa trajetória do horror. Meu sogro ficou das 17h00 às 18h00 numa cadeira de rodas extremamente desconfortável. Por iniciativa nossa, o colocamos numa poltrona onde são ministrados os medicamentos, já que ele estava impaciente de dor. Por volta das 19h00, comecei a pressionar para algo acontecer e então nos disseram que não havia vagas na internação. E meu sogro lá, sentado, sem se alimentar, muito fraco.

Depois de brigar muito (e até ser expulsa do PS), conseguimos uma maca para que ele pudesse deitar e receber alimentação via sonda!!! Ficou nessa situação durante toda a madrugada e durante todo o dia de domingo. Por volta das 19h00 de domingo, cansados de vê-lo naquela situação pedimos remoção para outro hospital.

Só às 23h00 conseguimos a indicação do Hospital Santa Rita. Quando a ambulância chegou, a enfermeira se recusou a levar o meu sogro porque ele estava com a sonda e para isso seria necessária uma ambulância UTI e um médico. Enfermeira, motorista e médica brigaram por causa disso e, enfim, resolveram que ele poderia ser transferido.

Depois de tanto stress, finalmente o AVC seria tratado, certo? Errado, a Unimed transferiu um idoso que teve um AVC para um hospital que não tem médico especializado em Neurologia... Hoje é quarta-feira e ele não teve um diagnóstico definitivo. Ah! E também não tem psiquiatra...

E vc pensa que é um problema só da Unimed? Não, não é. Com toda essa pressão (fora outras como trabalho, casa e faculdade), acordei travada na terça-feira. Já não aguentando mais, fui para o Hospital Edmundo Vasconcelos. Meu convênio é Bradesco Empresarial. Cheguei lá às 15h15 e só fui atendida às 18h00. Falei com o ortopedista e ele me mostrou que havia mais 8 pacientes depois de mim para ele atender e mais 5 que eram retorno. Um único médico para atender a toda aquela multidão.

Pagamos muito pelo convênio, esperamos muito pelo atendimento e quando recebemos algo é um atendimento péssimo.

Fui diagnosticada e precisei colocar um colar cervical. Acredita que o Bradesco não pagou? Tive que desembolsar R$ 50,00... Inacreditável.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Meninos na Praça

O Murillo foi dormir em casa esse final de semana. Está tão bom. Ele e o Dani se dão super bem.

Mais uma tentativa

Lá vou eu para mais uma tentativa de emagrecimento. Voltei aos 73 quilos, minhas roupas estão apertadas e  a sensação de estufamento está me matando. Minha programação era terminar o MBA e só depois partir para a dieta, mas não está dando para esperar.

Então vamos lá!!!!!!!!

domingo, 24 de março de 2013

Pais ou profissionais?

Todos que somos pais sabemos que a cada idade, os filhos nos testam de formas e maneiras diferentes. Desde o primeiro dia que vimos os seus rostinhos, eles passam a nos oferecer testes e mais testes de resistência, de paciência, de amor, de raiva contida e de frustração. Quando estamos em uma roda de amigos, em que alguns já estão com suas proles criadas, é comum ouvirmos "isso é fase e vai passar". Mas a grande pergunta é: "se vai passar, devo então deixar essa fase acontecer sem intervir?". E não ouvimos respostas para essa pergunta.

Fiquei refletindo sobre isso ao observar amigos-pais que são professores, pediatras, médicos, professores, pedagogos, nutricionistas, isto é, profissionais das áreas que possuem como público-alvo as crianças. É incrível como esses profissionais - que possuem o discurso (a teoria) na ponta da língua - erram profissionalmente dentro de casa. Mesmo que por uma boa causa, costumam recitar teorias radicais como:

- deixe seu filho ser independente na hora de dormir. Basta três ou quatro noites berrando e ele aprenderá a dormir sozinho;
- não dê nunca doces para seus filhos antes do almoço ou do jantar;
- refrigerante é o veneno que deve ser proibido;
- seja sempre coerente, nunca volte atrás de uma decisão;
- diga não somente quando realmente for cumprir;
- limite o tempo em frente ao IPad;
- Não ao MCDonalds;
- Não ao macarrão instantâneo;
- frutas e verduras devem ser oferecidas em abundância e o adulto deve comer na frente das crianças.

Vejam! São dicas que lemos diariamente em revistas, ouvimos dos nossos médicos. Mas são realmente eficazes? Será que conseguimos cumpri-las a risca? Será que a vida é uma linha reta e nunca aparecem obstáculos, como uma birra na frente daquela tia palpiteira? Será que na hora em que chegamos cansados em casa não temos vontade de deitar e dormir todos juntos na cama do casal? Será que uma tarde livre no MCDonalds não faz a alegria da criançada e da família?

Vejo pais querendo ser profissionais em casa. Professoras querendo ser mestres dentro do lar. Será que é possível isso dar certo? Gerentes querendo ser líderes em casa... Tenho visto muitas frustrações e tristezas nesses casos. Também não tenho resposta para essas perguntas, mas fiz um comparativo que na hora me pareceu pertinente e me roubou uma risadinha.

Já imaginou se o médico ginecologista se portasse sempre como um ginecologista quando estivesse com a sua mulher? Já imaginou se ele nunca relaxasse e ficasse fazendo exames o tempo todo? Nossa... Acho que está na hora de pensarmos se dentro de casa somos Pais ou Profissionais.