Encontrei essa crônica e achei tão bonita. No começo achei até que fosse Clarice Lispector, mas não é. Talvez seja apenas o texto de alguém realmente anônimo. O que importa?
Crônicas da Vida
Autor: desconhecido
Um pensamento não saia da sua cabeça durante todo o dia. Mesmo olhando para a bela paisagem ou para os filhos brincando logo ali, o pensamento não ia embora. Ela tentava, e como tentava, pensar nas coisas importantes da vida, mas o pensamento estava lá. Quando algo externo chamava sua atenção, ela se dispersava um pouco, mas sabia que o pensamento ainda estava lá, guardado em algum compartimento especial do cérebro. Talvez porque não fosse um pensamento, mas sim lembranças... e as lembranças quanto mais antigas, mais interessantes se tornam.
Cor azul... a cor azul fazia com que as lembranças ficassem mais vívidas. E a cor azul está por toda a parte. Ela já havia percorrido esse raciocínio diversas vezes: reviver todos os momentos para entender o porquê daqueles pensamentos, mas sempre vinha a mesma resposta: um amor não resolvido. Mas não resolvido para quem? Esse talvez fosse o grande problema. Muitas vezes pareceu que tudo tinha se resolvido, mas sempre para um dos lados. Duas pessoas que se encontraram num momento e tiveram a mais forte experiência de suas vidas. Experiência não unicamente boa, é claro. O que marca a vida das pessoas sempre mistura os sentimentos: amor, ódio, compaixão, raiva, dor, abandono, reencontro. Tudo sempre ao mesmo tempo. Tempo! Foi um tempo tão curto e já faz tanto tempo que cada um foi para seu próprio mundo. No entanto, não houve um único dia que ela não tivesse aquele pensamento ou uma pequena lembrança. E isso que mais incomodava. Sua aparência revela uma pessoa completa: vida, trabalho, casamento, filhos e dinheiro. O que mais alguém poderia querer?
Querer... será que ela queria realmente tudo isso? A sua única certeza era que eles viveram os últimos 20 anos como se estivessem numa grande gangorra. Cada um no seu ponto extremo. Houve momentos de reencontro físico, mas quando um tinha a disponibilidade para resolver os pontos pendentes o outro estava em outro extremo, não dando a importância para o encontro. E isso aconteceu com os dois lados. O engraçado é que ela tinha sido muitas vezes a culpada por escapar desses embates, deixando tudo para depois. E assim a vida foi andando. A noite, quando a casa ficava quieta, é que os pensamentos vinham com mais intensidade e depois eles viravam sonhos. Nesses sonhos ele estava sempre quieto, mudo, como um boneco de cera. O azul presente, apenas o azul a deixava menos inquieta. Mas o silêncio, a falta de interação, o sentimento ficando mais forte, o medo de abandonar tudo para ficar com aquela ilusão. E então o sonho virava um grande pesadelo. Acordava cansada, confusa, buscando o equilíbrio do seu lar, do seu marido e dos seus filhos. Nesses momentos, tinha um grande alívio porque sabia que fizera as escolhas certas. Mas mesmo assim o pensamento não ia embora. E nesse dia tão lindo de céu e mar azul, tudo fazia com que os pensamentos brotassem sem trégua.
Os sonhos daquela noite tinham sido mais fortes, porque no final havia acontecido um beijo e isso significava que, mesmo de forma irreal, eles haviam se encontrado no centro da gangorra. Tinha sido tão bom, mas tão perturbador. Se fosse real, o beijo significaria jogar fora tudo que fora construído durante os últimos 20 anos. E isso seria bom? Não... o melhor era manter as lembranças e os pensamentos, mas sem soluções reais. A vida real envolvia a felicidade de pessoas realmente importantes para ela e que não poderiam ser descartadas assim. Bom... então estava tudo resolvido, certo? Não, não estava. Os pensamentos ainda estavam lá, trazendo as lembranças a tona. Até quando?
Fazer piada de si mesmo e não deixar a rotina dominar o nosso dia-a-dia. Esses são os meus lemas! Jornalista de formação e de coração. Profissional de MKT como ocupação. Mãe e esposa. Corredora e ciclista amadora. Seguidora da Doutrina Espírita.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Fenômeno
Acabei de ler o livro "Cinquenta Tons de Cinza" e já estou lendo "Cinquenta Tons mais Escuros", que é o segundo livro da trilogia. E estou definitivamente adorando. É verdade que a leitura é muito leve e a história não é extremamente criativa. Mas a autora consegue, sim, trabalhar com assuntos que envolvem as mulheres.
Mas o mais engraçado é como o livro cria uma comunidade informal em torno dele. Desci para a piscina com os meninos essa semana e (como sempre faço) aproveitei para ler um pouco mais. Fiquei surpresa quando umas três crianças vieram dizer que as respectivas mães estavam lendo também. Teve uma que até comentou "Meu pai está até bravo porque a minha mãe não faz mais nada, só fica lendo".
Outro dia, parei no mercado para tomar um café e, claro, com o livro a tira-colo. Uma jovem senhora me deu uma risadinha e comentou: "também estou no livro 2. É muito bom, né?" Se eu tivesse dado corda, tenho certeza que ficaríamos discutindo o livro.
Como sou uma devoradora de livros, sempre estou lendo alguma coisa. Gosto muito dos livros espíritas e é comum quando estou com um desses livros, encontrar alguém que dá um sorriso cúmplice. Mas essa abordagem mais direta só me lembro de ter visto quando Paulo Coelho lançou o "Alquimista". Lembro-me de pessoas que se justificavam dizendo que estavam lendo "só para entender o que o livro tinha de especial que atraia tantas pessoas". E como aconteceu naquela época, as pessoas falam mal do livro, mas lêem até a última linha.
Até agora não vi homens lendo o livro (ou pelo menos admitindo que estão lendo). E aí fica uma dica. Sei que eles vão se focar mais na parte sexual do livro, mas é importante alertar que as descrições sexuais são a pimenta dessa culinária. Sem a história do Sr. Grey e seus mistérios, o sexo não iria atrair tantas meninas.
Sendo assim, vamos parar de hipocresia. A Trilogia sobre a Anastasia e o Sr. Grey é bastante interessante e é puro entretenimento. Quem quer literatura pode buscar outros autores como Shakespare. Para as mulheres que precisam sonhar um pouco mais para fugir da realidade de excesso de trabalho, de responsabilidade, de estresse, fiquem a vontade de ler o livro em locais públicos. Afinal, já fizemos a revolução sexual e agora somos livres para ler o que quisermos!!!
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
50 Tons de Cinza
Tá, tudo bem... me rendi e estou lendo 50 Tons de Cinza, que segundo a crítica é o livro pornográfico da mulher casada. E agora, só falta eu gostar do livro, né? Tem pior descrição do que "livro pornográfico da mulher casada"? Acho que foi por isso que fiquei tão resistente a começar a ler. Com esse comentário, ficava me imaginando aquela mulher gorda, sentada numa poltrona anos 70, com deprê e devorando um livro barato.
Mas depois de tantas amigas falarem tanto do Christian Grey acabei cedendo. A leitura não evoluiu muito, mas já consegui perceber que a personagem Anastasia, somos todas nós. Explico: Anastasia é uma mulher comum, como nós fomos. Ela não é deslumbrante, não é rica, é estabanada, tímida e romântica. E o Christian Grey é aquele cara lindo, rico, que sabe o que quer e, claro, dominador. Super disputado, mas reservado. Meio irônico, misterioso e até sarcástico (lembrou alguém???). Claro, ele tem todos os adjetivos que achávamos o máximo quando estávamos na adolescência.
Apenas algumas tiveram a sorte de ter esse amor correspondido. Para essas (como eu) é relembrar duma fase boa da vida. Para as outras, é continuar sonhando. Ainda não cheguei no momento em que o "livro esquenta". Talvez nesse momento, eu mude de idéia. Mas a autora conseguiu colocar em dois personagens tudo aquilo que nós vivemos quando éramos adolescentes. Simples assim.
Vamos ver...
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Quem ganhou a guerra dos sexos?
Nesse final de semana estava fazendo uma rápida reflexão com as minhas tias e conhecidas. Afinal, a mulher realmente ganhou a guerra dos sexos?
Em alguns aspectos podemos dizer que sim. Afinal hoje temos o direito de trabalhar fora, de ter prazer sexual, de escolher o nosso futuro. Sem falar de outras coisas básicas como estudar, sair sozinhas, votar, dirigir, casar ou não casar, ter ou não ter filhos. Mas por outro lado, tenho certeza que os homens também ganharam essa guerra (e até mais do que as mulheres).
Os homens ganharam a possibilidade de dividir o papel de provedor com as mulheres e, com isso, deixaram de carregar toda a carga de pagar as contas no final do mês. Também ganharam uma mulher mais quente na cama, que busca prazer sexual, sem pudor. Ganharam uma companheira para planejar o futuro da casa, da carreira e até dos filhos. Alguns ainda têm o prazer de abrir uma cerveja com as esposas para assistir a partida de futebol no final de semana ou assistir a luta (que eu particular odeio, prefiro o futebol). No entanto, com todos esses "avanços" os homens não perderam a "mãe do lar". Quando casam, simplemente trocam a "mãe serviçal" pela "esposa serviçal".
Tudo bem que muitos já "ajudam" a lavar a louça, a estender uma roupa, a varrer uma casa. Outros até "ajudam" trocando as fraldas dos bebês, preparando a mamadeira e até - pasmem - levam seus filhotes para as consultas com os pediatras. Mas a grande questão é: eles "ajudam" nessas tarefas. As mulheres continuam com a responsabilidade. Se essas coisas não são feitas, somos nós quem levamos a culpa.
Não sou feminista (às vezes tenho raiva da feminista que queimou o sutiã em praça pública), mas posso afirmar que quem na verdade ganhou essa guerra foram os homens. Nós mulheres não somos perdedoras. Mas ficamos com o trabalho mais pesado. Em muitos lares, principalmente os mais pobres, as mulheres contribuem com mais de 60% da renda familiar. Além disso, cuidam da casa, administram as contas, cuidam dos filhos, se preocupam com a educação da prole. Enquanto isso, seus homens estão ainda nos sofás e poltronas ou jogando futebol com os amigos.
E o pior: ainda temos medo de que quando eles chegarem do trabalho, cansados do trabalho (tanto quanto nós), as crianças estarão agitadas e eles ficarão irritados, trazendo um desequilíbrio para a família... Exatamente como quando nossas avós e tias eram as nossas mães.
É... nós lutamos e eles é que venceram.
Meu filhote.
Meu menino Daniel se preparando para fazer a escovação profissional. Meus filhotes vão ao dentista desde os 6 meses de idade. E com isso, mesmo com a hipoplasia em ambos e com o antibioótico diário no caso do Dani, eles têm os dentes muito bonitos e saudáveis.
Menina má
Aiiiii... acabei de ver que preciso entregar o início do meu Projeto Final do MBA e nem havia aberto o arquivo... Lá se vai o meu primeiro dia de estudo de inglês... Me odilho.
A foto das amigas é só para deixar o post mais leve
domingo, 7 de outubro de 2012
Planos em outubro????
Essa semana recebi a confirmação de que em janeiro irei para um treinamento, de alta exigência e em inglês, perto da matriz da empresa em que trabalho. Isso me exigiu mais uma vez traçar um planejamento para os próximos meses. Além disso, na semana em que eu voltar desse treinamento, estarei de férias com direito a biquini etc. Então.. não dá mais para enrolar.
Meta 1: chegar aos 65 quilos no dia 10 de janeiro (isso inclui as festas de final de ano).
Meta 2: falar inglês com muito mais desenvoltura.
Portanto, agora é preciso planejar. Posso dizer que não dá para fugir das regras gerais.
Plano para meta 1: comer de três em três horas, substituir guloseimas por frutas e verduras etc.
Plano para a meta2: praticar inglês 2 horas todos os dias, incluindo os finais de semana.
Então está dada a largada.................
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