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terça-feira, 30 de outubro de 2018

Minha 6a. Meia Maratona - A melhor

Depois de 4 anos de corrida, fiz minha 6a. Meia Maratona na W21, exclusiva para mulheres. A melhor, a mais gostosa e a mais rápida.

 Nunca imaginei que fosse corer 21,1K de uma forma leve e com muito prazer. E isso aconteceu no último final de semana (21/10/2018), durante a W21k. Essa é a 3a. vez que faço esse percurso, que sai da USP, vai até o Jockey Club, retorna pela Lineo de Paula Machado, atravessa a ponte da Cidade Universitária e faz a última parte dentro da USP. A temperatura estava super agradável, eu estava bem treinada e disposta.




Preparação
O que fiz de diferente das outras corridas, foi trocar o excesso de corrida, por constância no fortalecimento (2 vezes de musculação durante a semana), pela bicicleta aos domingos e manter os treinos de corrida durante 2 vezes na semana. Assim, meu único dia de descanso acabou sendo na sexta-feira.
Outra coisa, foi fazer a City Marathon como preparo para a W21. A corrida em julho teve um percurso super legal pelo Centro de SP, mas bem difícil, principalmente por causa da subida da 23 de Maio e dos túneis que ligam o Parque Ibirapuera ao Jockey Club. Fiz a prova toda correndo, mas de uma forma bem leve. Correndo e trotando durante todo o percurso.

Companhias
Aos poucos a equipe de corrida vai mudando. Comecei correndo com uma turma de mulheres: Edilene, Fernanda e Lilian. Logo em seguida, entrou a Andrea. Mas esse ano, a Fernanda e a Lilian pararam e acabei fazendo outras amizades. Nessa corrida, por exemplo, acabei indo com a turma da academia Fit One, em que a Edilene treina. E já na corrida encontrei a Rosana e a Patrícia.


Tempo
Minha primeira Maratona aconteceu nessa mesma prova no dia 16 de outubro de 2016. Meu tempo foi de 2h41m. Depois dessa fiz mais 4, todas com tempo superior a minha primeira Meia. E - como já falei - essa 6a. Maratona consegui terminar em 2h36m. Mais do que a redução do tempo, a grande vitória é não caminhar durante o percurso, curtir a corrida e chegar inteira no final.
Já percebi que para mim, além do preparo físico, o que vale muito é a preparação mental. Semanas antes preciso me visualizar durante a corrida feliz, curtindo cada momento. Além disso, funciona muito dividir todo o trajeto em 3 partes de 7K. Isso faz com que tudo fique mais fácil. Nos últimos 3 km, por exemplo, pensei que em 5 músicas eu finalizaria a corrida. E isso me ajudou a abstrair até onde eu estava.


Comemoração
A melhor parte de correr é o final. Aquela sensação de missão cumprida é fantástica. E ainda poder comemorar com amigas é a melhor parte. Essas corridas sempre têm atrações no final, que ajudam a se recuperar antes de pegar o rumo para casa. Ficamos na fila para fazer foto na placa comemorativa e acabamos fazendo novas amigas.



domingo, 17 de julho de 2016

Meus primeiros 16k

Hoje fiz a minha primeira prova de rua com 16K. Apesar de ter me inscrito para 8k no Circuito Athenas, vinha treinando para fazer o trajeto mais longo, como parte da preparação para a Meia em outubro. Como esse trajeto é mais plano e essa época do ano, a temperatura é mais amena, imaginei que seria uma boa oportunidade para mostrar para mim mesma que estou no caminho certo da preparação.
E foi exatamente isso que aconteceu. Foi uma corrida gostosa, cheia de curtição e saí com a certeza de que o treinamento e a dedição vão dar resultado.

Retirada do Kit
A curtição já começou na retirada do Kit. Peguei a sexta-feira de folga para tirar alguns documentos dos meninos e passar a tarde com eles. O meu afilhado Murillo dormiu aqui em casa e depois de terminada a fase burocrática do dia, fomos nós quatro no Shopping Bourbon fazer a retirada.
Como sempre, a Iguana é bem organizada. A única crítica é que ainda exige muito papel para a retirarada de Kits de terceiros. Eu precisava pegar o meu, o da Lilian, da Fernanda, da Edilene e da Andrea.
Kits na mão e fomos para o Aquário de São Paulo (e essa é outra história).

Corrida
Saímos de casa, a Edilene e eu às 5h00 da manhã para irmos de metrô e de trem. Mesmo sendo mais puxado, gosto mais dessa aventura do que ficar brigando por lugar para estacionar e depois pagar flanelinha. Pegamos as linhas azul, verde e amarela. Depois pegamos o trem, sentido Grajaú para descer na estação Santo Amaro. O trem demorou muito e mais uma vez chegamos faltando 10 minutos para a largada. Fomos até o guarda-volumes e largamos às 7:10. As meninas já tinham largado.
O bom de largar depois é que a gente não pega aquela muvuca. E apesar de lotada, a nossa largada foi extremamente tranquila. Na maior parte do trajeto dava para ultrapassar outros corredores com segurança.
Como essa semana senti um pouco minha panturrilha, fui testando e sentindo se valeria a pena correr os 16k ou ficar nos 8 mesmo. No quilômetro 4, havia a divisão entre os atletas e eu decidi que iria em frente. Conferi meus sinais e tudo estava bem.Confiante, fui me deixando levar pela concentração.

A temperatura
Hoje a temperatura estava muito baixa de manhã. Mesmo correndo (dizem que o corpo sente em torno de 10 graus a mais que a temperatura externa) as mãos e braços ficaram gelados por quase todo o tempo. O bom é que com esse friozinho, o corpo sente menos desconforto. Com isso, fui ganhando quilômetros e quando vi já estava na Ponte Ary Torres, que fica na avenida Bandeirantes. Já havia vencido 8k e estava inteiraça. Fiquei animada e até mudei meus planos.
Na minha estratégia original eu iria caminhar uns 500 metros no 8o. quilômetro para tomar meu gel e hidratar, mas eu estava tão bem que resolvi seguir em frente. No 10o. quilômetro vi a Cláudia ainda do outro lado da corrida, ela tinha me dito que ia aproveitar a rua fechada para fazer um treino independente. Dei um tchau para ela, mas vi que estava preocupada. Mais uns 2 minutos e ela estava ao meu lado. Contou que a Andrea tinha tropeçado nas tartarugas de sinalização e caído. Fiquei sem reação!!! Mas ela me acalmou, dizendo que já a haviam socorrido e possivelmente levaria uns pontos, mas estava bem.
Assim que a Cláudia voltou a correr, parei para caminhar e mandar whats para avisar a turma. É estranho como o cérebro fica meio lento. Demorei um pouco para tentar ligar para a Andrea (que não atendeu) e mandar as mensagens. Aproveitei para tomar meu gel e hidratar. Voltei a correr. No 13o. a Andréa me ligou para dizer que estava tudo bem e eu caminhei por mais 1 minuto. Nesse momento, voltei pro ritmo. Assim no total, devo ter caminhado uns 800 metros. E trotado por 1,2K.

Final
Quando dei por mim, faltam apenas mais 500 metros e logo vi o pórtico de chegada. Concluí a prova com 1:50. Não fiz tempo, mas deu uma grande satisfação por chegar muito inteira.

Amigas 
Fiquei muito chateada por ver a Andrea machucada. Realmente ficou roxo e ela levou pontos no supercílio (será que é assim que se escreve???). Mas a equipe do Posto Médico foi excelente e ela contou também com a ajuda de outros corredores. Cair faz parte. Eu já caí também e diversos outros atletas tiveram esse azar. A gente fica chateado por não concluir a prova, fica querendo saber o que aconteceu. É bem chato mesmo. O lado bom é que ela está animada para fazer outra. Não gostaria que a minha amiga desistisse agora.

Pós corrida
Aproveitei a tarde para dormir. Descansei por umas 2 horas e acordei super bem. Meus músculos estão doloridos, mas inteiros. Amanhã tem fortalecimento e vou aproveitar para fazer um trotinho regenerativo e na terça-feira tem mais treino de rua. Nesse final de semana vou fazer um longão de 18k. 
Tô bem animada. Ter essa meta mudou muito a forma como estou encarando a corrida. 

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Nossa primeia Meia Maratona


   No dia 22 de maio, fizemos nossa primeira Meia Maratona. Tudo bem que foi de revezamento, isto é, cada uma correu 5,25K. Mas foi uma meia maratona. Nosso tempo foi super bom. Ficamos em 31o. lugar na categoria quarteto. Ficamos muito empolgadas. Isso significa que estamos treinando legal.


Nossas impressões
Esse ano foi a primeira Girls on the Route, uma meia maratona exclusiva para mulheres. No momento da inscrição rolou um certo estresse, mas rapidamente resolvido. O valor era R$ 69 por corredora, mas ao cobrar o sistema cobrou os R$ 69 pelo total do quarteto. Bastou ligar e eles resolveram no ato.
A retirada do kit foi na Loja Memo do Shopping Iguatemi e tivemos 4 dias para fazer essa retirada. Foi bem tranquilo. Loja vazia, bom atendimento e Kit legal: camiseta, duas revistas (Runners, Glamour), um par de meias e uma linda viseira preta.


A corrida foi toda feita no circuito padrão que é organizado perto do parque Ibirapuera, com a largada na frente do Obelisco. Apesar de ter chovido o sábado todo, o domingo amanheceu com um lindo céu azul e um sol muito brilhante. Apesar disso, estava bastante fresco. Um clima delicioso para correr.

A Fernanda foi a primeira atleta do nosso grupo. Como sempre, fez um excelente tempo, por volta de 28 minutos. Na sequência fui eu (com 30 minutos), depois a Lilian e quem fechou o nosso quarteto foi a Edilene. A troca das atletas estava muito bem sinalizada e como a corrida estava mais para vazia, foi bem fácil encontrar a próxima corredora para entregar a tornozeleira. Bem diferente da corrida de revezamento do Pão de Açúcar que tem muitos atletas e a gente acaba se confundindo.

O guarda-volumes e os banheiros químicos também foram em número suficiente para a quantidade de inscritas. Havia patrocinadores distribuindo, chás, energéticos, salgadinhos orgânicos etc.

É bem diferente correr com um grupo. Eu já estou correndo 16k, mas esses 5k foram bem desafiantes. Precisava entregar um tempo legal para não deixar as coisas mais difíceis para a Edilene que era a última. No meio do trajeto, passei sentir as pernas pesadas, mas ainda assim não reduzi o ritmo, batimento a quase 180 e não baixava. O esforço foi tanto que no dia seguinte, fiquei até dolorida.


Foi muito emocionante. No final esperamos a Edilene e fechamos a corrida de mãos dadas Esse quarteto vem se superando a cada corrida. Amei fazer essa prova e mais ainda comemorar a nossa superação.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Night RunTwist

Sábado foi a vez da corrida popular Night Run Twist. Popular devido ao preço de inscrição, que saiu por volta do R$ 27,00, mas que não deixou nada a dever para a organização de outras provas que são mais caras. A distribuição dos kits aconteceu em dois dias, incluindo o próprio sábado da corrida. A camiseta, de manga longa, muito adequada para o clima dessa época.

Depois, o local da largada foi de muito fácil acesso. Como a arena estava montada no Memorial da América Latina, foi fácil chegar até lá de metrô, descendo na Estação Palmeiras - Barra Funda.


A distribuição dos chips foi bem tranquila. Como tinha bastante gente trabalhando no staff, o mesmo aconteceu no guarda-volumes.
A única ressalva é que não havia separação por pelotões. Então todos largamos juntos para correr os 7 KM. Isso fez com que muitos "caminhantes" largassem na frente, prejudicando aqueles que queriam melhorar o tempo. No entanto, eu entendo que esse tipo de prova existe mais para fomentar o esporte e trazer mais pessoas para uma vida saudável do que para criar uma competição. Então acabei relevando e curtindo cada momento.

O percurso foi praticamente todo feito pelo Elevado Costa & Silva (adoro!!!). Já fiz várias provas nesse trecho, mas sempre de manhã. Correr a noite no minhocão é muito mais divertido. Havia várias pessoas nas sacadas dos prédios incentivando, brincando e comemorando com a gente. Essa energia ajuda muito e faz com que a corrida fique muito mais prazerosa.


Durante todo o trajeto havia muitos pontos de hidratação e com abundância de água. Ao final recebemos a medalha e ainda frutas com isotônico. Resumindo: excelente prova com um valor muito acessível.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Notícias atualizadas

Nossa, faz um tempão que não passo por aqui para dar notícias! Muita dedicação ao trabalho e às corridas tem me deixado pouco tempo para outras atividades.


Mas as novidades são boas!
As novidades da corrida é que consegui chegar aos 16k. Correndo, trotando e caminhando, mas cheguei. A primeira vez foi bem sofrida. Era um sábado de sol, muito quente, e eu estava com pernas doloridas e muita cólica devido ao período menstrual. Resolvi encarar. Saí de casa, corri até o Parque Ipiranga, corri 6k lá dentro e depois voltei correndo para casa. Esse percurso é muito gostoso, mas só dá para fazer durante o dia porque a noite é perigoso. Além de ter trajeto plano durante toda a Avenida Ricardo Jafet, no Parque dá para treinar subidas e também terra. Além do Museu do Ipiranga ser muito bonito.

Fiz uma prova de 12k também. Foi no Circuito Athenas, com o trajeto bem plano. Essa foi uma conquista, porque durante a prova a gente sempre se entrega mais. Para ter uma ideia, meu PACE de treino fica entre 7 e 8. Nas provas, meu PACE fica em torno de 6.

Rotina de Treino:
Feriado em Ilha Bela
Continuo com os exercícios de fortalecimento, no mínimo duas vezes por semana. O que tem me trazido muito menos cansaço durante as corridas. Realmente faz muita diferença. E o resultado disso tudo é perceber como meu corpo está mudando. É fantástica essa mudança. Estou muito feliz. 

Minha atual rotina de treino:
Segunda - Aquecimento 1,5k de corrida na esteira e musculação
Terça - Corrida na rua de 8k, com treino de subida
Quarta - Aquecimento 1,5k de corrida na esteira e musculação
Quinta - Corrida na esteira de 3k e ABS
Sexta - Descanso
Sábado - Corrida de rua de 8k
Domingo - Prova de Rua ou longão de 16k


Tivemos um feriado nesse último final de semana. Como fomos para Ilha Bela, aproveitei para descansar já que tenho sentido um pouco a canela. Para evitar a tão Canelite, descansei e fiz muito gelo. Durante o treino de ontem já senti muito menos.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Corridas exclusivas para mulheres

Comecei a participar de corridas de rua em outubro do ano passado, em uma prova exclusiva para mulheres: Mulheres em Movimento, do MC Donalds. Foi a melhor escolha começar por uma corrida feminina. Por que? Porque o clima é muito bom. As mulheres são agregadoras, curtem estar juntas, fazem muitos selfies, dão gritinhos, comemoram cada quilômetro. Isso faz com que tenhamos vontade em participar de outras e outras corridas.

Depois dessa primeira participei de outras tantas: uma média de 2 por mês. Já testei quase todos os circuitos da Ativo/ Esfera: Delta, Estações, Night Run. Também fui nas organizadas por outras: Athenas, Carrefour, Maratona de São Paulo, Maratona de Revezamento do Pão de Açucar, SP Run, Disney, Vênus, WRun... aff... quantas... Em cada prova, vou aprendendo um pouco mais sobre mim mesma e também sobre esse mundo da corrida.

Nos dois últimos finais de semana participei de mais duas provas femininas: a minha segunda Mulheres em Movimento e nesse domingo da Pink Run, patrocinada pela Marisa. Mais uma vez senti o clima que só existe nas exclusivas para mulheres. Essas provas não são para competir e sim para curtir. Tem tanta mulher que fica difícil até correr. Os primeiros quilômetros exigem paciência porque tem tanta mulher caminhando, que a gente precisa ficar no máximo no trote. Mas é muito gostoso.

Mulheres em Movimento
Como é preciso multiplicar aquilo que a gente ganha, resolvi esse ano incentivar o máximo de mulheres que eu conseguisse para participar da corrida do MC Donalds, assim como a Edilene e a Fernanda fizeram por mim no ano passado. E não é que consegui? Com a ajuda da Cláudia, da Edilene e da Fernanda, fomos chamando amigas e conseguimos reunir mais de 10 mulheres. Entre elas, algumas iniciantes como a Rita e a Luciana. O dia estava frio e bem nublado, mas papai do céu ajudou, e não choveu, o que é muito bom para incentivar as iniciantes.

Foi bem divertido. E para mim foi a prova de que realmente me recuperei da lesão. Corri sem sentir nenhum desconforto na panturrilha.

Pink Run


Nesse final de semana fiz a minha primeira corrida dentro do Jardim Botânico. Nossa! Que percurso difícil, 6k cheios de subidas e descidas... Mas também foi muito boa, a começar pelo valor da inscrição (apenas R$ 50,00), pela composição do Kit (cheio de coisas) e pela organização. Muitas atrações legais. O local também é muito interessante. Estacionamento honesto, sem aqueles flanelinhas chatos dos outros locais. O único senão foi o horário da largada: 8h30 da manhã. Como está quente, mesmo com as árvores e lagos em volta, foi difícil driblar o calor.

Como essa semana foi muito pesada (muito estresse, happy hour e alimentação desregrada todos os dias), sofri bastante, sentindo ansia de vômito durante os 3 primeiros quilômetros. Tive que caminhar nas subidas, respirar profundamente e beber água para acalmar os bofes. Mas no final deu tudo certo.

Na semana que vem vou pipocar. Vou fazer 10k na Eco Run.
 

domingo, 20 de setembro de 2015

Desafio em dose tripla

No ano retrasado, acompanhei a movimentação dos colegas da Atlas Schindler se organizando para correr a Maratona de Revezamento do Pão de Açucar. Na época, comentei que eu ainda faria essa prova, mas não acreditei muito que isso seria possível. Um ano depois fiz a minha primeira prova de corrida de rua: a do MC Donalds, mas não me sentia preparada para correr com uma equipe.

Enfim esse ano chegou a minha vez de participar. Preparada e com muita vontade. Só que tinha um detalhe: eu já havia feito a inscrição para a corrida exclusiva para mulheres: a Vênus que seria no mesmo dia. Por insistência da corredora mais experiente, topei fazer as duas. E um mês antes da prova: SURPRESA!!! Uma lesão na panturrilha.

Que desespero

Desespero por não poder treinar, desespero por ter um compromisso e não poder cumprir, desespero por medo de não poder mais correr. Mas com a indicação de uma amiga do coração, fui num fisioterapeuta e comecei as minhas 10 sessões de fisioterapia. Na semana passada, fiz a minha primeira prova de retorno e sem dor. Após correr os 5k do Circuito das Estações - Primavera, senti pela primeira vez, que poderia fazer as duas provas. Mas, confesso, com muito medo já que a preparação não tinha acontecido.

Vênus
A primeira prova foi a Vênus, realizada no Jockey Club. A Edilene e eu saímos de casa às 5h30, estacionamos no Parque do Povo e fomos a pé até o Jockey. A Fernanda, a Lilian, a Edilene, eu e mais 12 mil mulheres, largamos em busca dos nossos objetivos: 5k, 10k e 15k. Consegui fazer a prova de 5k em 35 minutos, de olho no frequencímetro. Meu objetivo era não deixar os batimentos muito altos para que eu chegasse inteira no Parque Ibirapuera, onde seria a segunda prova. Terminei a corrida, inteira e totalmente sem dor. Foi muito emocionante terminar a prova, gritei e comemorei muito ao passar pelo pórtico de chegada. Depois das selfies tradicionais, saímos em busca da minha segunda medalha.

Maratona Pão de Açucar
Depois de 20 minutos, chegamos ao Parque Ibirapuera. Minha amiga Edilene assumiu o volante e levou meu carro embora. Eu fui caminhando por uns 3 quilômetros até a tenda da Atlas Schindler, perto do Obelisco. Depois de me alimentar, trocar a camiseta e hidratar, voltei para perto do lago onde seria o ponto de troca dos atletas com número ímpar.


Apesar do calor escaudante, do cansaço de já ter feito uma prova e ter caminhado tanto, estava me sentindo bem. Depois de uma hora de espera, a Joana apareceu com o bracelete. Aí sim, é que senti o forno que seria corrida e a falta que faz árvores nas ruas.

Eu fui a 7a. e penúltima atleta a correr. Comecei meu trajeto às 10h45 e fiz o meu caminho (quase todo de subida na 23 de Maio) embaixo de um sol de 32 graus e clima seco. A alternativa foi me molhar com os copos de água e caminhar um pouco na subida para poupar a minha perna. Mas cumpri... Logo no pórtico, vi a minha amiga Cláudia (a mesma que me incentivou a fazer as duas provas). Entreguei o bracelete e dei aquele suspiro de alívio. 
Sabia de nada, inocente!!! Faltando uns 300 metros para a chegada, encontrei a Cláudia e ela me incentivou a voltar a correr para chegarmos juntas (nossa... aí sim achei que quebraria). Outra amiga e atleta do grupo, a Cláudia Vieira, também terminou com a gente. Foi uma das maiores emoções que tive, todo cansaço foi embora.
A superação é a melhor sensação que um ser humano pode sentir. Por isso é que a corrida vicia. Mesmo com sofrimento, porque foi uma sofrência muito grande correr mais de 3 quilômetros no sol forte e subida, ao final se tem a sensação de rendenção.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Mais um dia no cronograma da recuperação

No coronograma da minha recuperação lá se vai mais um dia. Já se passaram 18 dias e continuo de molho. Hoje tem fisioterapia e a esperança é que em mais 10 dias eu possa trotar. Enquanto isso, bike e exercícios para fortalecimento de braço e de abdomen.
E o medo de engordar faz todo o sentido. Já estou com um quilo a mais, mesmo reduzindo ainda mais a alimentação. Sem a corrida preciso comer tão pouco para não engordar que vira quase desumano.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Corrida contra o Câncer de Mama

Nesse domingo tivemos a Corrida Contra o Câncer de Mama, no circuito próximo ao Parque Ibirapuera. Como ainda estou me recuperando da lesão na panturrilha, estava de castigo e não podia correr. Meu primeiro pensamento foi ficar em casa dormindo, mas ao ver tanta gente mostrando a animação para as várias corridas do domingo no Facebook, resolvi acompanhar as minhas amigas.


Acordei às 5h15 sem nenhuma dor, mas ainda assim me mantive firme no propósito de não cair na tentação de fazer o circuito de 5km caminhando. Fiquei ao lado da Fernanda, da Edilene e da Lilian até a largada e depois fui para a lateral acompanhar a corrida, devidamente sentada.


Uma nova visão
Tive uma visão diferente da corrida. Fiquei observando os atletas e vi diversos tipos: o atleta de elite, com seu rosto demonstrando esforço e foco. A atleta bonitona, desfilando seu conjunto de tênis, top e shortinho combinando. O atleta tecnológico, com todo o aparato para acompanhar os seus índices. O atleta selfie e seu inseparável pau de selfie, a atleta família, com seu marido, filhos e até cachorros. Os amigos atletas que correm em grupo, fazendo algazarra. O atleta engajado, que sempre leva um cartaz por uma boa causa. O atleta do bem, emprestando suas pernas para pessoas em cadeira de rodas. O atleta maluco, que corre atropelando tudo e todos para fazer o melhor tempo. Enfim... pude acompanhar com o olhar de espectadora toda essa gente que faz o clima da corrida ser tão gostoso.


Pude parar e avaliar o porquê da corrida na minha vida. Afinal o meu objetivo que era emagrecer e esse eu já alcancei. Então podia aproveitar a lesão como desculpa e parar com todo esse esforço e sofrimento. Mas o meu pensamento foi de que é isso que eu quero. Quero continuar correndo. Quero continuar a fazer parte desse grupo tão heterogêneo. Quero continuar a mostrar para mim mesmo que depois de tanto esforço tem sempre a recompensa da endorfina. E por falar em endorfina... como ela faz falta.


Ontem fui para academia pela segunda vez e fiz 30 minutos de ergométrica. Não é a mesma coisa. O batimento cardíaco não acelera e o suor demora muito mais para aparecer. Mas a endorfina pingou na minha veia. Voltei para casa um tantinho mais feliz.


Hoje tenho mais uma sessão de fisio. Parece que realmente vou poder participar da Disney Magic Run. Serão 10k no próximo domingo. Com certeza não conseguirei fazer todo o percurso correndo, depois de 2 semanas sem treinar. Mas será mais uma oportunidade de testar se eu de fato me recuperei. Também será uma forma diferente de olhar a corrida. Agora como espectadora e participante. Olhando mais para os outros e menos para dentro de mim mesma.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

O prazer em correr sozinha

Uma das coisas que mais gosto da corrida é poder estar sozinha durante o percurso.Isso me dá a oportunidade de fazer algo que eu amava quando pequena. Conversar comigo mesma e com o meu mentor. É muito bom poder entrar nessa sintonia da concentração.

Para conseguir chegar nesse momento de troca, preciso já ter recebido a descarga de adrenalina e ter encontrado o pace confortável. Isso vem lá pelo quilômetro 3o. ou 4o. A partir do 5o. quilômetro, parece que até os problemas mais difíceis serão resolvidos. Por isso, meu objetivo é conseguir fazer 10k com prazer. Ainda chego no último quilômetro com a sensação de que faltou perna para tanto. E isso não é legal. Mas chego lá. Isso tenho certeza.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Antes e depois

Shake Herbalife e a corrida fizeram isso por mim.

domingo, 26 de julho de 2015

Delta Alemanha

Hoje fizemos a Delta Alemanha, no Parque da Independência, no Ipiranga. Uma das corridas mais feliz e gostosa dessa jornada de quase um ano. Além de reunir as minhas amigas corredoras (agora com a presença de mais uma integrante: a Sandra Mara), ainda tive o privilégio de correr com amigos e colegas da Elevadores Atlas Schindler.

A empresa em que trabalho foi a principal patrocinadora dessa etapa, em conjunto com a Herbalife, empresa em que sou cliente fiel. Então juntou a fome com a vontade de correr (desculpe o trocadilho infame kkk).
Isso significou inscrição 100% patrocinada para corredores funcionários da Atlas Schindler Para tanto, bastou apresentar os exames cardiológicos e a carta do cadiologista liberando a gente para a corrida. Exames e cartinha pronta... Estávamos prontos para sermos ainda mais felizes. Se a inscrição não fosse o suficiente, a empresa ainda facilitou a retirada dos Kits, que foi feita na própria empresa, com zero de fila. Huhuhu!!!

. Foi muito bom encontrar meus amigos numa energia super contagiante.

Ver o logotipo da Elevadores Atlas Schindler nas camisetas, na tenda e em todos os lugares foi bem emocionante. O estande estava lindo e com excelente infraestrutura. Além das tradicionais frutas, havia ainda hidratação da Herbalife, barrinhas de cereal e uma quick massage (que fiz ao final) excelente. Tudo obra da Alexandra Fernandes e da Selma Cruz, que estavam lá dando uma força em tudo. Fiquei muito feliz mesmo.
Outra coisa boa foi que hoje amanheceu frio mas seco. Ontem foi um sábado muito chuvoso em São Paulo e o nosso medo era que estivesse chovendo durante a corrida. Esse temor era menos por correr molhada, mas como o percurso tem muitas subidas e descidas, dá um medo danado de escorregar e cair. Passamos por esse sufoco na Delta Portugal e não foi legal.

A Corrida
Saimos de casa, a Edilene e eu, às 5h50 e 6h00 já estávamos estacionando o carro. Preferimos estacionar um pouco longe do parque para evitar a taxa flanelinha que vai de R$ 20 a R$ 40 nos dias de prova. Caminhamos uns 500 metros e chegamos no Parque da Independência. Apesar de escuro ainda, andar pelas ruas foi tranquilo porque vários corredores estavam chegando com a gente.
Fomos pegar meu chip (é a Ativo ainda usa esse tipo de chip... snif... snif) e depois fomos caminhar, colocar minha mochila no guarda-volumes e fazer algumas selfies. Logo encontramos as meninas (minha irmã, a Lilian e a Sandra) e fomos para o estande da Atlas Schindler. Apresentações e selfies feitas, já estava na hora da largada. Fui para o pelotão verde e as meninas pro Pelotão Pipoca (aqueles que não fazem inscrição são separados).
Nesse circuito, a largada acontece bem na subida dos skates do Parque e segue praticamente por 1 km na Avenida da Nazaré. Realmente é puxado, mas dessa vez senti muito menos. Acredito que o treinamento de Hiit (intervalados rápidos com batimento cardíaco, alto, médio e baixo) tem ajudado. Essa semana vou treinar um pouco mais fortalecimento. A exemplo do que aconteceu ao correr 8k, sinto mais fraqueza nas pernas do que falta de fôlego. Então tá resolvido.
Depois do quilômetro 1, o percurso entra num sobe e desce que ajuda a se recuperar. Dessa vez achei até prazeroso correr pelas ruas do Ipiranga, mesmo com essas subidas pelo caminho. O difícil mesmo é que a corrida termina também na subida dentro do Parque do Ipiranga. Ufaaa, essa subida no final judia. Imagino quando estiver mais quente, o que deve ocorrer na Delta França.
Novamente fiquei observando os pipocas. Eles não atrapalham. Incrível como não tem pipoca parado ou caminhando pela esquerda. Eles também não atropelam e nem brigam pela água. Por isso, nessa discussão, sou a favor das pipocas sim. Sem problemas.

Terminei a corrida no meu melhor tempo: 31 minutos. Peguei minha medalha, frutas e hidratação e fui procurar as meninas. Fizemos as nossas fotos com aquela sensação gostosa de pós corrida. E é essa sensação que faz o sacrifício valer a pena. É tipo uma droga ou como me sinto quando bebo um vinho. Fico relaxada e feliz. Também é no meio da corrida que tenho insights ou ouço a voz clara do meu mentor me dando orientações. É tão claro, como se nenhum outro barulho me perturbasse.

Por isso que amo correr... E por falar nisso... quando será a nosso próximo desafio.