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quarta-feira, 8 de março de 2017

Primeira corrida oficial do ano

E domingo, dia 06 de março, foi a abertura oficial do meu calendário de corridas de rua. Comecei com uma prova exclusiva feminina, a WRUN. Esse tipo de prova é bem interessante. Além de contar com patrocinadores que oferecem mimos bem femininos, o clima da prova é muito legal.  A arena da WRUN foi montada dentro do Jockey Club de São Paulo, onde foram oferecidos serviços de massagem, maquiagem, exercícios, esmalteria etc. Esse é o terceiro ano que vou nessa prova e a cada vez, o número de inscritas aumenta e as filas também.
Para se ter uma ideia, a Edilene, minha mãe e eu chegamos às 9h15, retiramos os nossos kits em 10 minutos e ficamos na fila da massagem por quase 1 hora, embaixo de um sol ardido... E para distrair meninos distribuindo camisinhas douradas com sabor champagne e gel lubrificante (ehehehehehe). Também era possível tomar sorvete de açaí a vontade.  Apesar do tumulto, ainda assim, vale a pena... É muito bom ter um tempo com as amigas para conservar, falar besteira ou simplesmente estar juntas.
No domingo, fomos de carro para o Jockey e estacionamos o carro do outro lado da Marginal Pinheiros. Decisão acertada, já que quem optou por deixar o carro nos arredores da corrida se deu mal. Além de pagar R$ 30,00 para flanelhinhas, as mulheres eram orientadas a estacionar em lugares proibidos e levaram multa.
Minha largada foi às 7h20 e fui bem até o quilômetro 4, quando comecei a sentir os sinais mais fortes da labirintite que me acompanha. Passei mal, quase desmaiei. Mas segurei, respirando fundo e não parei porque aí seria difícil levantar. Conclui os 8k em 59 minutos. Uma lástima e ao mesmo tempo, uma glória.
Na segunda-feira voltei ao fortalecimento e ontem fui fazer minha corridinha de rua... Mas não consegui nem aquecer. Em 1 quilômetro senti uma fisgada na panturrilha esquerda. Como já tive esse tipo de lesão na perna direita, resolvi parar e voltei caminhando. Agora estou aqui, com cheiro de Dorflex IceHot e achando que não vai dar para fazer o Circuito das Estações no Domingo.





sábado, 14 de janeiro de 2017

Minha primeira São Silvestre

Eu saindo de casa
Eu, a Andréa, a Edilene e a Lilian no Metrô
O ano de 2016 foi um ano difícil do seu começo ao fim. Ano de grandes lutas, de muita dedicação e esforço, mas de muitas entregas também. Fiz a minha primeira Meia Maratona, só por isso já será um ano marcante. Mas também foi o primeiro ano em que Daniel não teve uma única infecção urinária. Aí então, acaba sendo um ano que será lembrado como fantástico. Mas para encerrar esse ano de tantas lutas em grande estilo, resolvi participar da minha primeira São Silvestre. Sim... participar da famosa e mais tradicional corrida de rua de São Paulo. 15 quilômetros no verão brasileiro, com um trajeto cheio de subidas e descidas!!!

Decisão de Participar
A decisão aconteceu ainda no primeiro semestre, quando as inscrições foram abertas. Sem feriado de Ano Novo (a passagem se deu na madrugada de sábado para domingo) e como trabalharia todos os dias antes da semana entre o Natal e a Passagem de Ano, achei que não seria judiar tanto da família. Afinal se tivéssemos um feriado prolongado, eu precisaria forçar todo mundo a não viajar para que eu pudesse fazer a corrida.
Meu número
A participação de mais duas amigas minhas: a Edilene e a Lilian também me ajudou a não desistir. No final ainda tivemos a companhia da Andréa, que se juntou a nós de última hora.
Antes da inscrição conversei com muitos amigos que já tinham feito. Todos, TODOS me falaram que essa não seria uma corrida para correr ou buscar tempo. E sim uma prova divertida, dura e muito, muito desafiadora. Me alertaram que seria mal organizada, que haveria tumulto desde a retirada do kit até a largada. E que os pontos de hidratação seriam insuficientes. Com tudo isso, fui super bem preparada para sofrer, mesmo pagando R$ 170 pela inscrição.
No final, acho que foi importante ter sido tão alertada porque acabei me poupando de alguns estresses. Por exemplo: fui buscar o Kit no segundo dia de distribuição e na parte da tarde (tradicionalmente o dia mais vazio) e deu certo. Deixei o carro no estacionamento, porque os flanelinhas cobram super caro para cuidar do carro perto do Ginásio do Ibirapuera (paguei R$ 10,00, enquanto na rua estava sendo cobrado R$ 30).
No dia da corrida, fui de metrô e cheguei uns 40 minutos antes da largada. Também fui preparada para largar bem depois da multidão. A largada aconteceu às 9h00 (sim, e no alto verão de S.P) e passamos no pórtico às 9h20. Também levei dinheiro trocado e comprei duas vezes água no percurso. Isso atrapalhou meu tempo, mas garantiu que eu chegasse inteira.

Emoção

Outra coisa que me alertaram corretamente foi sobre a emoção que eu sentiria. Sei lá se é 
por causa da época do ano, em que já estamos exaustos. Se é porque sabemos que colocaremos o nosso corpo em uma situação extrema (o calor estava desesperador: acima dos 31 graus na largada). Se é porque faremos uma corrida que desde pequenos acompanhamos na TV. Se é porque passaremos por ruas tão tradicionais da cidade amada. Ou simplesmente porque estamos sentindo a energia de mais de 50 mil pessoas (sendo que 33 mil estavam inscritos, mas havia muita pipoca).
Só sei que quando fomos para a concentração, antes da largada, não parava de arrepiar. E quando passei pelo pórtico chorei... chorei mesmo.
E as emoções não pararam por aí. Logo no primeiro quilômetro, quando passamos no túnel para acessar a Dr. Arnaldo, já foi demais. Esse túnel é vazado e as pessoas ficavam lá em cima gritando e incentivando. E os atletas cantando, gritando e acenando. Um show.
A descida da Pacaembu foi FODA. Não existe outra palavra para definir. Super íngreme e não tinha como largar o corpo porque a avenida estava tão cheia que se eu soltasse era capaz de derrubar alguém. Outra coisa que mexeu comigo foi poder passar no meio de mendigos, usuários de crack, moradores de rua e dos cortiços sem medo. Eles compartilharam a alegria com a gente, incentivaram e até ofereceram bebida!
Outros incentivadores foram os garis. Mexiam com os fantasiados, ofereciam palavras de sustentação e brincavam o tempo todo.
E por falar em fantasiados... Oh Meu Deus! Que vida difícil a deles. Com aquele calor que chegou a 39 graus, muitos correndo de Pirata do Caribe, de Mário Bros, de Chaves, de Chiquita, de Gandhi, de Jesus, de Mortícia, de Malévola, de Dálmatas... Que fantasias pesadas e quentes... Mas não vi ninguém desistindo e nem tirando a roupa. Até mesmo o casal que correu grudados com um TNT amarelo, como se fossem irmãos gêmeos.

Temida Brigadeiro
Todos corredores da São Silvestre temem a subida da Brigadeiro Luiz Antônio. Eu? Eu não via a hora de chegar. Já tinha definido que não correria essa subida. Já sabia que eu iria me poupar. E a avenida marca os últimos 2km da corrida. Quando entrei na avenida, estava super feliz. Até porque trabalhei lá e passar por aquelas ruas me trouxe lembranças felizes de um tempo que eu morro de saudade. Além disso, na Brigadeiro é possível ver um monte de gente já com as medalhas. Pessoas que já terminaram e que voltaram para incentivar os retardatários. Muitos até oferecem cerveja gelada, dá para acreditar?

Voltei a correr quando consegui ver a Avenida Paulista. Queria terminar a corrida... correndo, claro. E aí desmoronei em chorar. Um choro maravilhoso de missão cumprida. De tarefa concluída e de superação. Pegar a medalha foi só a coroação da minha vitória. A Lilian e a Edilene foram mandando mensagens pelo whats e a gente foi curtindo a alegria da outra. Muito bom poder sentir e compartilhar a nossa alegria.
Decepção
A única decepção foi a reação do meu marido. Eu queria muito que ele e meus filhos compartilhassem esse momento comigo. Então montamos um esquema para que os maridos e os filhos fossem para a Paulista esperar nossa chegada. O Angelo foi tão de má vontade que acabou estragando tudo. Tínhamos uma mesa reservada para um chopinho depois da corrida na prainha. Mas ele não quis ir até lá porque a Paulista estava lotada. (Ah! Aqui fica uma dica: andar pela Alameda Santos que é uma paralela da Paulista).
No final, acabou fazendo com que todas as 4 famílias voltassem de metrô para comer alguma coisa no meu bairro. Depois de correr 15k, num sol do Saara, minhas amigas e eu não pudemos relaxar e tomar um chopp gelado. Foi de irritar.
Sabe aquela coisa da expectativa e da realidade, que as pessoas postam fotos no Facebook? Na minha mente, eu esperava que minha família fosse estar feliz, me esperando para me abraçar, alegre pela minha conquista. A realidade foi um marido bufando, bravo e maltratando a todos. Isso acabou com até com a minha noite do Ano Novo. E para falar a verdade, estou até agora (14 dias após o ocorrido) ainda bem magoada com essa realidade.
Mas vai lá! Mais um aprendizado. Não posso misturar a corrida com a minha família. Eles não conseguem compartilhar dessa alegria, fazer o que.

 
 

domingo, 17 de julho de 2016

Meus primeiros 16k

Hoje fiz a minha primeira prova de rua com 16K. Apesar de ter me inscrito para 8k no Circuito Athenas, vinha treinando para fazer o trajeto mais longo, como parte da preparação para a Meia em outubro. Como esse trajeto é mais plano e essa época do ano, a temperatura é mais amena, imaginei que seria uma boa oportunidade para mostrar para mim mesma que estou no caminho certo da preparação.
E foi exatamente isso que aconteceu. Foi uma corrida gostosa, cheia de curtição e saí com a certeza de que o treinamento e a dedição vão dar resultado.

Retirada do Kit
A curtição já começou na retirada do Kit. Peguei a sexta-feira de folga para tirar alguns documentos dos meninos e passar a tarde com eles. O meu afilhado Murillo dormiu aqui em casa e depois de terminada a fase burocrática do dia, fomos nós quatro no Shopping Bourbon fazer a retirada.
Como sempre, a Iguana é bem organizada. A única crítica é que ainda exige muito papel para a retirarada de Kits de terceiros. Eu precisava pegar o meu, o da Lilian, da Fernanda, da Edilene e da Andrea.
Kits na mão e fomos para o Aquário de São Paulo (e essa é outra história).

Corrida
Saímos de casa, a Edilene e eu às 5h00 da manhã para irmos de metrô e de trem. Mesmo sendo mais puxado, gosto mais dessa aventura do que ficar brigando por lugar para estacionar e depois pagar flanelinha. Pegamos as linhas azul, verde e amarela. Depois pegamos o trem, sentido Grajaú para descer na estação Santo Amaro. O trem demorou muito e mais uma vez chegamos faltando 10 minutos para a largada. Fomos até o guarda-volumes e largamos às 7:10. As meninas já tinham largado.
O bom de largar depois é que a gente não pega aquela muvuca. E apesar de lotada, a nossa largada foi extremamente tranquila. Na maior parte do trajeto dava para ultrapassar outros corredores com segurança.
Como essa semana senti um pouco minha panturrilha, fui testando e sentindo se valeria a pena correr os 16k ou ficar nos 8 mesmo. No quilômetro 4, havia a divisão entre os atletas e eu decidi que iria em frente. Conferi meus sinais e tudo estava bem.Confiante, fui me deixando levar pela concentração.

A temperatura
Hoje a temperatura estava muito baixa de manhã. Mesmo correndo (dizem que o corpo sente em torno de 10 graus a mais que a temperatura externa) as mãos e braços ficaram gelados por quase todo o tempo. O bom é que com esse friozinho, o corpo sente menos desconforto. Com isso, fui ganhando quilômetros e quando vi já estava na Ponte Ary Torres, que fica na avenida Bandeirantes. Já havia vencido 8k e estava inteiraça. Fiquei animada e até mudei meus planos.
Na minha estratégia original eu iria caminhar uns 500 metros no 8o. quilômetro para tomar meu gel e hidratar, mas eu estava tão bem que resolvi seguir em frente. No 10o. quilômetro vi a Cláudia ainda do outro lado da corrida, ela tinha me dito que ia aproveitar a rua fechada para fazer um treino independente. Dei um tchau para ela, mas vi que estava preocupada. Mais uns 2 minutos e ela estava ao meu lado. Contou que a Andrea tinha tropeçado nas tartarugas de sinalização e caído. Fiquei sem reação!!! Mas ela me acalmou, dizendo que já a haviam socorrido e possivelmente levaria uns pontos, mas estava bem.
Assim que a Cláudia voltou a correr, parei para caminhar e mandar whats para avisar a turma. É estranho como o cérebro fica meio lento. Demorei um pouco para tentar ligar para a Andrea (que não atendeu) e mandar as mensagens. Aproveitei para tomar meu gel e hidratar. Voltei a correr. No 13o. a Andréa me ligou para dizer que estava tudo bem e eu caminhei por mais 1 minuto. Nesse momento, voltei pro ritmo. Assim no total, devo ter caminhado uns 800 metros. E trotado por 1,2K.

Final
Quando dei por mim, faltam apenas mais 500 metros e logo vi o pórtico de chegada. Concluí a prova com 1:50. Não fiz tempo, mas deu uma grande satisfação por chegar muito inteira.

Amigas 
Fiquei muito chateada por ver a Andrea machucada. Realmente ficou roxo e ela levou pontos no supercílio (será que é assim que se escreve???). Mas a equipe do Posto Médico foi excelente e ela contou também com a ajuda de outros corredores. Cair faz parte. Eu já caí também e diversos outros atletas tiveram esse azar. A gente fica chateado por não concluir a prova, fica querendo saber o que aconteceu. É bem chato mesmo. O lado bom é que ela está animada para fazer outra. Não gostaria que a minha amiga desistisse agora.

Pós corrida
Aproveitei a tarde para dormir. Descansei por umas 2 horas e acordei super bem. Meus músculos estão doloridos, mas inteiros. Amanhã tem fortalecimento e vou aproveitar para fazer um trotinho regenerativo e na terça-feira tem mais treino de rua. Nesse final de semana vou fazer um longão de 18k. 
Tô bem animada. Ter essa meta mudou muito a forma como estou encarando a corrida. 

domingo, 3 de julho de 2016

Circuito das Estações - Inverno

Mais uma etapa do circuito das estações: agora a de Inverno. Já havia feito essa etapa o ano passado (http://katia-rotinaspiadas.blogspot.com.br/2015/07/circuito-das-estacoes-etapa-inverno.html). Mesmo sendo o mesmo circuito, sempre tem algo de diferente. Por isso é tão gostoso, deixar registradas as nossas experiências. Assim podemos comprar e ver se evoluímos ou não. As principais diferenças são:
1) o clima no ano passado estava extremamente frio. Esse ano o dia amanheceu com névoa, mas a temperatura estava bastante amena e durante a corrida tivemos raios de sol e um céu lindo azul.
2) em 2015, eu corri 5k, com pace de 6:22. Esse ano corri 10k, com pace de 6:23.
3) no ano passado, a Edilene correu com a gente. Hoje a Edilene não estava presente, mas tivemos a estreia da Andrea em corridas de 10k.
4) eu era fiel ao tênis Asics. Nessa edição, fiz minha estreia com o Mizuno, que dizem ser fantástico para maiores distâncias.
5) em 2015 minha meta era correr 10k com prazer. Esse ano já faço isso com folga e minha meta passou a ser correr uma meia maratona em outubro.
6) na edição de Inverno do ano passado estava bem mais magra, mesmo treinando menos. Esse ano, treino quase todos os dias e estou engordando de novo (estou com 69 quilos).
7) nessa mesma época eu só corria, agora faço fortalecimento 2 a 3 vezes por semana e corro outros 3 a 4 dias.


Fase de Engorda
A questão matemática é clara. Se vc consumir mais calorias do que queima, irá engordar. Se por outro lado, conseguir gastar mais, irá emagrecer. Correndo ou fazendo musculação praticamente todos os dias, a impressão é de que estou gastando muitas calorias. Mas o organismo é inteligente. Logo ele se adapta ao ritmo e passa a ser mais eficiente na queima da caloria. Isto é, para o mesmo esforço precisa de menos aporte calórico.

Assim, ou eu aumento a queima ou diminuo o consumo de calorias. Como não tenho como aumentar a queima, logo terei de fechar a boca. Na verdade, preciso repensar o que consumo. Tenho feito realmente estripulias: lazanhas e canolis são apenas alguns deles. Fora os churrascos, cervejas, mil folhas etc. Realmente preciso me concentrar em manter o peso. Correr com 63 quilos é muito melhor do que correr com 69 como estou agora.

Mizuno x Asics
Não sou nenhuma expert em tênis e também não estou usando nenhum top de linha para fazer grandes comparações. Uso pares de aproximadamente R$ 300. Mas a minha sensação é que eles são bem parecidos. A forma e o amortecimento são muito semelhantes. Talvez o Mizuno pareça um pouco mais leve. Mas nada que desse mais desempenho. Dá para arriscar os dois, procurando aquele que estiver com a melhor promoção.
 
 

domingo, 19 de junho de 2016

Meus primeiros 18k

Seguindo meu planejamento para correr a minha primeira Meia Maratona em Outubro, esse final de semana eu precisava aumentar a rodagem. O plano era correr 18k no domingo. Isso porque para fazer esse longão gosto de ir correndo até o Parque da Independência (conhecido como Museu do Ipiranga), correr no parque e depois voltar correndo.
No entanto, apareceram duas tarefas para fazer nesse domingão: um teste num sistema da empresa e a Festa Junina na Clínica em que a Tia Miriam foi morar. Como demoro mais de 2 horas para fazer esse trajeto, preferi fazer no sábado. Tem alguns inconvenientes: o trânsito na Avenida Ricado Jafet é muito mais intenso no sábado, assim a poluição atrapalha bastante. Como as lojas do circuito conhecido como "robauto" também estão abertas, tem muita gente na calçada. Além do entra e sai de carros, nas concessionárias que quase atropelam os pedestres. Mas para equilibrar, o tempo estava bem ameno com uma certa neblina baixa que refrescava o corpo. Além disso, o Parque estava mais vazio.
Desde terça, tenho sentido que a sinusite quer se instalar em mim. De sexta para sábado, a coisa piorou. Nariz totalmente entupido e uma leve tontura quando deito do lado esquerdo. Mas mesmo assim, resolvi ir, já que não tinha escolha. O domingo estava fora de questão.
Saí de casa munida de lenços de papel, gel e isotônico e fui correr.... Saí de casa às 9h30. Sou muito preguiçosa mesmo, por isso para mim essa é a melhor época para treinar de manhã.


1/3 do trajeto
A ida foi bastante tranquila. Estou bem dedicada ao fortalecimento. Tanto que até posso deixar de correr na semana se a agenda apertar, mas não deixo de fazer meus 2 dias de musculação. Com isso, percebo que minhas pernas estão mais firmes e não ficam apresentando aqueles incômodos chatos.
Cheguei no Parque da Independência ao completar 5k. Fui correr perto da Pira para fazer a primeira etapa de 6k. Depois subi a rampa dos skatistas meio andando pelas trilhas, meio trotando na subida. Essa parte me ajuda a equilibrar a respiração e curtir um pouco a natureza. Tanto a sinusite quanto a labirintite estavam bem controladas, não me atrapalhando.

2/3 do trajeto
A segunda parte do trajeto foi feita no Bosque, Trilha de Cooper que fica atrás do Museu. Essa trilha é bem desafiadora. Ela só tem 1k, mas começa na subida, tem descidas e subidas durante todo o percurso. Para mim, o mais difícil é o solo de terra com pedrinhas. Sinto muito a diferença em relação ao asfalto. Mas é muito prazerosa por ser um lugar lindo, tranquilo e muito fresco.
Assim que terminei essa fase, me reabasteci com o gel e o isotônico, fui no WC e comecei o retorno.


3/3 do trajeto
Saí do Parque após a marca de 13k. As pernas estavam ok e a respiração também. O sol já tinha aparecido mas não estava muito quente. O problema é que a poluição piorou e muito. O tráfego na Ricardo Jafet estava intenso e muitos carros soltando aquele fumacê. Fui bem até completar 16k. Aí comecei a sentir o peso do cansaço. As pernas respondiam bem, mas um cansaço foi fazendo com que meu ritmo diminuísse.
Quando completei 17k vibrei e me autorizei a diminuir o trote e fazer algumas caminhadas principalmente nas calçadas mais destruídas. E quando cheguei na minha rua, que é uma ladeira, me permiti a subir caminhando. Fechei o longão com 18,8k, mas esses 800 metros de pura caminhada.

Pós corrida
Cheguei em casa inteira, mas bem cansada. Senti apenas um incômodo nos pés, porque deu uma bolha no dedão do pé direito. Preciso antecipar a compra do meu tênis que seria só em agosto. Mas o problema aconteceu quando fui tomar banho. Quando comecei a lavar o cabelo com água quente a sinusite se instalou e eu quase desmaiei. Começou a dar ânsia de vômito, tontura, dor de barriga... tudo ao mesmo tempo. Sentei e esperei... Quando sai do banho estava suando frio. Uma sensação horrível.
Depois de uns 20 minutos, acalmei e voltei ao normal. Acho que isso é muito mais da labirintite porque quando estou com ela é muito difícil lavar a cabeça com cabelos tão compridos. Mas acho que a exaustão ajudou.

Ainda fomos numa quermesse aqui perto de casa a noite. Depois de bater perna no Etna e no C&C.... Hoje estou bem. Sem dores, sem incômodos. Vamos que vamos....

domingo, 26 de julho de 2015

Delta Alemanha

Hoje fizemos a Delta Alemanha, no Parque da Independência, no Ipiranga. Uma das corridas mais feliz e gostosa dessa jornada de quase um ano. Além de reunir as minhas amigas corredoras (agora com a presença de mais uma integrante: a Sandra Mara), ainda tive o privilégio de correr com amigos e colegas da Elevadores Atlas Schindler.

A empresa em que trabalho foi a principal patrocinadora dessa etapa, em conjunto com a Herbalife, empresa em que sou cliente fiel. Então juntou a fome com a vontade de correr (desculpe o trocadilho infame kkk).
Isso significou inscrição 100% patrocinada para corredores funcionários da Atlas Schindler Para tanto, bastou apresentar os exames cardiológicos e a carta do cadiologista liberando a gente para a corrida. Exames e cartinha pronta... Estávamos prontos para sermos ainda mais felizes. Se a inscrição não fosse o suficiente, a empresa ainda facilitou a retirada dos Kits, que foi feita na própria empresa, com zero de fila. Huhuhu!!!

. Foi muito bom encontrar meus amigos numa energia super contagiante.

Ver o logotipo da Elevadores Atlas Schindler nas camisetas, na tenda e em todos os lugares foi bem emocionante. O estande estava lindo e com excelente infraestrutura. Além das tradicionais frutas, havia ainda hidratação da Herbalife, barrinhas de cereal e uma quick massage (que fiz ao final) excelente. Tudo obra da Alexandra Fernandes e da Selma Cruz, que estavam lá dando uma força em tudo. Fiquei muito feliz mesmo.
Outra coisa boa foi que hoje amanheceu frio mas seco. Ontem foi um sábado muito chuvoso em São Paulo e o nosso medo era que estivesse chovendo durante a corrida. Esse temor era menos por correr molhada, mas como o percurso tem muitas subidas e descidas, dá um medo danado de escorregar e cair. Passamos por esse sufoco na Delta Portugal e não foi legal.

A Corrida
Saimos de casa, a Edilene e eu, às 5h50 e 6h00 já estávamos estacionando o carro. Preferimos estacionar um pouco longe do parque para evitar a taxa flanelinha que vai de R$ 20 a R$ 40 nos dias de prova. Caminhamos uns 500 metros e chegamos no Parque da Independência. Apesar de escuro ainda, andar pelas ruas foi tranquilo porque vários corredores estavam chegando com a gente.
Fomos pegar meu chip (é a Ativo ainda usa esse tipo de chip... snif... snif) e depois fomos caminhar, colocar minha mochila no guarda-volumes e fazer algumas selfies. Logo encontramos as meninas (minha irmã, a Lilian e a Sandra) e fomos para o estande da Atlas Schindler. Apresentações e selfies feitas, já estava na hora da largada. Fui para o pelotão verde e as meninas pro Pelotão Pipoca (aqueles que não fazem inscrição são separados).
Nesse circuito, a largada acontece bem na subida dos skates do Parque e segue praticamente por 1 km na Avenida da Nazaré. Realmente é puxado, mas dessa vez senti muito menos. Acredito que o treinamento de Hiit (intervalados rápidos com batimento cardíaco, alto, médio e baixo) tem ajudado. Essa semana vou treinar um pouco mais fortalecimento. A exemplo do que aconteceu ao correr 8k, sinto mais fraqueza nas pernas do que falta de fôlego. Então tá resolvido.
Depois do quilômetro 1, o percurso entra num sobe e desce que ajuda a se recuperar. Dessa vez achei até prazeroso correr pelas ruas do Ipiranga, mesmo com essas subidas pelo caminho. O difícil mesmo é que a corrida termina também na subida dentro do Parque do Ipiranga. Ufaaa, essa subida no final judia. Imagino quando estiver mais quente, o que deve ocorrer na Delta França.
Novamente fiquei observando os pipocas. Eles não atrapalham. Incrível como não tem pipoca parado ou caminhando pela esquerda. Eles também não atropelam e nem brigam pela água. Por isso, nessa discussão, sou a favor das pipocas sim. Sem problemas.

Terminei a corrida no meu melhor tempo: 31 minutos. Peguei minha medalha, frutas e hidratação e fui procurar as meninas. Fizemos as nossas fotos com aquela sensação gostosa de pós corrida. E é essa sensação que faz o sacrifício valer a pena. É tipo uma droga ou como me sinto quando bebo um vinho. Fico relaxada e feliz. Também é no meio da corrida que tenho insights ou ouço a voz clara do meu mentor me dando orientações. É tão claro, como se nenhum outro barulho me perturbasse.

Por isso que amo correr... E por falar nisso... quando será a nosso próximo desafio.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Circuito das Estações - Etapa Inverno

Esse domingo foi um dos mais frios do ano em São Paulo. Ainda assim, minhas amigas e eu não nos deixamos derrubar e fomos fazer a nossa prova Circuito das Estações - Etapa Inverno, colocando mais 5k na nossa conta. Quando acordei às 5 da matina, o termômetro marcava 10 graus. Na rua, vimos outro termômetro marcando 11 graus. Mas a sensação térmica era muito menor devido ao vento. A parte boa é que - mesmo chovendo o sábado todo - o domingo acordou úmido mas sem garoa.


Superação
A maior superação do nosso grupo foi da minha amiga e incentivadora Edilene. Ela foi para Jacareí (onde também mora) para diversos compromissos no sábado. Pegou um ônibus a noite, chegou em São Paulo quase 10h00 da noite. Acordou às 5h00 no domingo, fomos de metrô até o Pacaembu, corremos nossos 5k, voltamos de metrô para casa. Ela tomou um banho e rumou novamente para Jacareí de ônibus para outra série de eventos e compromissos com a família.
É ou não é uma vitoriosa?
Isso sem falar que teve um problema de coluna e essa foi a primeira prova depois de ter sido liberada. Essa é a minha amiga!!! Ela é culpada por eu ter me viciado nessa vida. E quando penso em desistir lembro da sua garra. Vamos que vamos!


Unidas pela corrida
Nesse domingo estávamos em 4 mulheres: Edilene, Lilian, Fernanda e eu. Cada uma correndo e competindo consigo mesma. Nosso foco: mais saúde, mais disposição e, se possível, baixar o tempo. Mas o principal é podermos ter um tempo só para nós. Filhos, maridos, carreiras, contas, problemas, família... tudo fica guardado na gaveta por umas duas a três horinhas enquanto estamos fazendo nossas selfies, correndo, fazendo mais fotos, conversando, comemorando... Enfim, é isso que nos faz felizes.


Minha percepção
Essa foi minha terceira corrida no Circuito das Estações. Nas três achei a prova muito cheia, só perdendo para a Night Run. Isso dificulta a nossa vida se o objetivo for diminuir o tempo. Nessa em especial, havia muitos novatos: o que é bom porque mostra o Paulistano mais preocupado com a saúde. Me pareceu que a maioria era convidado de Patrocinadores, caminhando com crianças e animais, com a mochila da prova nas costas.


A parte chata é que eles não seguem regras básicas da corrida. Andam em formação lateral, conversam e param para tirar fotos o tempo todo. A gente vem correndo, concentrado e quando percebe existe um muro na sua frente. Aí é preciso dar aquela estancada e começar tudo de novo. Acho que os organizadores, deveriam fazer um pelotão especial para eles. Seria mais seguro e animado para todos. No pelotão branco entram os iniciantes, os "turistas" e todos os outros. Ou ainda criar uma provinha para caminhada. Fica a dica.


Eu sou do pelotão verde: um antes do branco. Isso significaria que minha largada seria mais na frente e os novatos não me atrapalhariam. Isso funciona em algumas provas como na Delta, nas 10 Milhas. Mas na Circuito das Estações não funcionou ontem e nas duas anteriores.


Existe muito a discussão sobre os pipocas (eu sou uma delas). Mas no geral nós somos educados, já que não existe pipoca que de fato não esteja interessado em correr. Nós corremos pela direita, levamos nossa hidratação e somos solícitos. Não vi até hoje problemas sérios com os pipocas.


Meu tempo
Até outubro de 2015 tenho dois objetivos: 5k em 30 minutos e fazer uma prova oficial de 10k com tempo inferior a 1h15. Comecei em outubro de 2014 com 5k, em 38minutos, com pace de 7:36. Meu tempo ontem foi 31:50. Com pace médio de 6:22. Acho esse percurso meio chatinho. Os últimos 2k são na Pacaembu que é uma subida leve mas constante. Isso faz meu tempo ficar pior, sem falar dos muros de principiantes no início da prova que dificultaram ganhar velocidade. Considerando tudo isso, estou feliz com o meu resultado.


Fiquei preocupada apenas com uma coisa: no 4o. quilômetro, olhei para a lateral e quando voltei meu foco para frente, meus olhos escureceram. Olhei pro relógio e meu BPM tinha caído para 130. Normalmente corro entre 150 e 165 batimentos por minuto. Diminui o passo, controlei a respiração e a ansiedade. Tomei meu Carbu (carboidrato em gel) e tomei água. Logo o desconforto passou mas hoje estou sentindo que a labirintite está querendo invadir meu corpo. Aff... Não vou deixar. Dormi a tarde toda ontem para amenizar o meu cansaço e também a minha tristeza pela morte da Phoebe.


O bom é que na quarta-feira volto a fazer exames de controle, entre eles o cardíaco. Vamos ver se foi só um susto súbito ou se tem mais alguma coisa por aí.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Primeiros 11k

Já faz algum tempo que ensaio correr até o Museu do Ipiranga. Nesse final de semana, verifiquei que eram apenas 5k entre a minha casa e o Parque da Independência. Então me propus correr ida e volta. Como também estava acontecendo a tradicional corrida Desafio dos Bombeiros, ganhei mais um incentivo e fui correndo até lá.

Foi uma delícia.
Todo o trajeto foi feito pela Ricardo Jafet que é plano. A temperatura estava amena, até um pouco frio, mas um céu azul lindo e sol de inverno. Curti cada km corrido. Poucos carros na rua e muita gente se exercitando no caminho.
Chegando no Museu estava acontecendo a entrega de viaturas pelo Governador Geraldo Alckmin para os Bombeiros. Tirei fotos dos carros antigos, fiz um selfies e corri mais 1k lá dentro.
Voltei correndo e foi ainda mais gostoso. Percebi que depois dos 5k meu corpo encontra o pace confortável e meu batimento cardíaco se estabiliza. Amei.
Levei um Carbo em gel que tomei após o 5k e também uma garrafa com maltodextrina. Cheguei super bem. Vou repetir essa empreitada mais vezes.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

O treino nosso de cada dia

Hoje consegui vencer a preguiça e fui treinar. Fiz um teste no treino intervalado pela primeira vez para testar. Quero melhorar meu tempo nas corridas e pelo que li, o HIIT pode me ajudar.


Fiz na esteira e foi horrível, odiei. Ficar subindo e descendo o botão de velocidade é muito chato. No elíptico é melhor. Já que é mais fácil dar velocidade e diminuir conforme a orientação do aplicativo.


Tudo isso porque eu quero evoluir na corrida. Por falar nisso, no domingo vou correr meus primeiros 10k em uma prova. Vou na manha e vou sem meta de tempo. A meta será chegar com conforto.

domingo, 31 de maio de 2015

Delta Portugal

Hoje fiz a Delta Portugal, correndo 5k. Ufaaaa... 😅esse percurso é forte. São 2k de pura subida logo no começo. 😱😱😱Depois é um tal de sobe e desce que faz o batimento cardíaco acelerar.💞
Hoje estava uma garoa fininha, deixando o asfalto bem molhado. ☁💧☔Isso dá um medinho também. O tênis perde a aderência.
Mas é um charme. 🏫O Museu do Ipiranga ao fundo dá um toque todo especial. O percurso é arborizado e o asfalto bem conservado. A corrida também não estava lotada, o que dá mais prazer. E a garoa que atrapalha também ajuda: refresca o corpo.

Conclusão: gostei muito da corrida e vou fazer as outras etapas. Mas persistindo ainda nos 5k. Não indico essa corrida para quem vai fazer uma prova pela primeira vez porque assusta. Mas tem que estar no calendário de quem busca superação.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Próximo desafio - Delta Portugal

Nosso próximo desafio já está aí. Domingo tem Delta Portugal